
Uma campanha maliciosa em grande escala está a visar plataformas de gestão de conteúdos (CMS) e extensões a nível global, comprometendo a segurança de milhares de páginas web através da instalação de webshells. Estas ferramentas conferem um acesso persistente aos atacantes, permitindo-lhes corromper serviços, roubar credenciais confidenciais, injetar código prejudicial e infiltrar-se nos sistemas internos das organizações afetadas.
De acordo com o alerta oficial emitido pelo Centro Australiano de Cibersegurança, os cibercriminosos encontram-se a efetuar varrimentos automáticos na internet à procura de vulnerabilidades ativas. A ação afeta sobretudo pequenas e médias empresas, tirando partido de falhas de segurança conhecidas em plataformas populares como o WordPress, Joomla JCE, Craft CMS, MaxSite CMS e MetInfo CMS.
Plataformas e extensões afetadas
A agência governamental listou uma série de produtos cujas vulnerabilidades específicas estão sob exploração direta nesta campanha. No ecossistema de extensões e plugins, destacam-se ferramentas como o Simple File List (CVE-2025-34085 / CVE-2020-36847), WavePlayer (CVE-2025-12057), BerqWP (CVE-2025-7443), WPBookit (CVE-2025-7852), Ninja Forms (CVE-2026-0740), ThemeREX Addons (CVE-2026-1969), Breeze Cache (CVE-2026-3844), pay-uz (CVE-2026-31843), ACF Extended (CVE-2025-13486), Sneeit Framework (CVE-2025-6389), WPvivid Backup (CVE-2026-1357) e Gravity Forms (CVE-2025-12352), além de falhas prováveis no GutenKit/Hunk Companion (CVE-2024-9234).
Fora do universo de extensões específicas, os cibercriminosos atacam diretamente os sistemas core das plataformas. Estão sob ataque a falha CVE-2025-32432 no Craft CMS, a CVE-2026-3395 no MaxSite CMS, a CVE-2026-29014 no MetInfo CMS e a CVE-2026-48907 no Joomla JCE. As autoridades sublinham que esta atividade massiva pode estar a ser impulsionada pelo uso de inteligência artificial, o que concede aos atacantes a capacidade de acelerar as investidas e escalar a exploração de novas brechas no mercado digital.
Recomendações essenciais de segurança
Para mitigar os riscos de intrusão e blindar os servidores de alojamento, os administradores de sites devem aplicar de imediato as atualizações de segurança mais recentes fornecidas pelos programadores dos CMS, temas e plugins. É fortemente aconselhado ativar os mecanismos de atualização automática sempre que a infraestrutura o permita, reduzindo a janela de oportunidade para os atacantes.
Os especialistas orientam os responsáveis técnicos a configurar as pastas web como apenas de leitura, dificultando a modificação de ficheiros estruturais. Limitar o acesso a diretórios confidenciais, monitorizar ativamente a criação não autorizada de dados nos servidores e bloquear a execução inesperada de processos secundários são defesas essenciais para travar a persistência de ameaças nas redes corporativas portuguesas e europeias.












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