
A empresa Pangram, conhecida pelo desenvolvimento de uma das ferramentas de deteção de texto automatizado mais populares do mercado, publicou um relatório detalhado sobre o panorama atual das publicações nas plataformas sociais. Conforme avançado no estudo partilhado no seu blogue oficial, os resultados revelam que o ecossistema digital está a ser massivamente ocupado por textos produzidos por inteligência artificial, com especial destaque para o setor profissional.
O principal destaque do relatório aponta diretamente para o LinkedIn, que surge como a rede social mais saturada por este tipo de publicações. Segundo a Pangram, 41% das publicações de formato longo na plataforma de emprego são identificadas como totalmente geradas por IA. No que toca aos conteúdos de formato curto na mesma rede, o valor fixa-se nos 30%.
A presença da automação noutras plataformas
Os dados recolhidos pela tecnológica demonstram que o fenómeno se estende a quase todas as redes conhecidas. Caso se considere o Medium dentro deste espetro, 31% dos textos longos presentes na plataforma são gerados de forma inteiramente artificial.
No caso do X (antigo Twitter), a fasquia atinge os 29% nos textos longos. Contudo, a análise nota que o cenário se agrava quando entra em jogo o formato híbrido (coautoria entre humanos e máquinas), restando apenas 53,2% de artigos no X identificados como escritos exclusivamente por utilizadores humanos. Nos formatos curtos tradicionais da rede de Elon Musk, a presença de IA cai para os 9%.
Outras plataformas de cariz editorial ou comunitário apresentam dinâmicas ligeiramente diferentes:
Reddit: 13% do conteúdo longo provém de inteligência artificial, face a apenas 3% nas publicações curtas.
Substack: Curiosamente, inverte a tendência global, registando 10% de IA nos textos longos e 12% nos formatos mais breves.
O impacto na autenticidade profissional
Para mapear estes comportamentos, a Pangram utilizou dados agregados a partir da sua própria extensão para o navegador Google Chrome, que analisa os feeds em tempo real e sinaliza os parágrafos automatizados.
O crescimento acentuado destas ferramentas surge numa altura em que analistas e órgãos de comunicação social debatem se as dinâmicas do LinkedIn se tornaram mais dinâmicas ou interessantes. No entanto, o relatório deixa uma ressalva editorial importante sobre as implicações práticas deste ecossistema. Sendo o LinkedIn um espaço focado no desenvolvimento de carreiras e na criação de ligações genuínas, a utilização sistemática de robôs para redigir opiniões e partilhas ameaça a autenticidade exigida aos profissionais no mercado de trabalho europeu e global.












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