
O mercado dos componentes de armazenamento sofreu uma reviravolta marcante devido aos custos de produção em 2026. A Samsung anunciou o lançamento de uma nova versão não-Pro na sua linha de armazenamento, mas o cenário atual de forte inflação trouxe uma surpresa desagradável para os consumidores: o novo modelo é substancialmente mais caro e apresenta um desempenho inferior ao da versão Pro lançada em 2022.
Menos velocidade por um custo consideravelmente superior
O novo modelo base Samsung 990 chega com velocidades de leitura sequencial que chegam aos 7.250 MB/s e uma escrita sequencial máxima de 6.450 MB/s. No que toca ao desempenho aleatório, o dispositivo atinge um teto de 850K e 1.200K IOPS em leitura e escrita, respetivamente.
Para colocar estes números em perspetiva, a versão 990 Pro original, lançada há quatro anos, oferecia registos superiores, atingindo velocidades sequenciais de até 7.450 MB/s em leitura e 6.900 MB/s em escrita, além de taxas aleatórias de 1.400K e 1.550K IOPS.
Além do retrocesso técnico, os preços sofreram um agravamento severo. A nova unidade comum custará cerca de 250 € (270 dólares) para a capacidade de 1 TB e uns impressionantes 490 € (530 dólares) para a versão de 2 TB. Relembre-se que, no lançamento da gama em 2022, a variante Pro de 1 TB foi disponibilizada por valores equivalentes a 165 € e a de 2 TB por 285 €, valores estes que devem ser ajustados no mercado português face à carga fiscal e taxas locais.
Crise dos semicondutores e a pressão do mercado de IA
Esta reconfiguração de moldes não afetou apenas o modelo estreante. A própria versão 990 Pro viu o seu custo ser revisto em alta pela fabricante, passando a cifrar-se em cerca de 295 € na opção de 1 TB, enquanto a variante de 2 TB mais do que duplicou o preço inicial, situando-se agora nos 590 €.
A justificação para esta tendência prende-se diretamente com a forte e contínua procura da indústria de inteligência artificial por componentes de memória RAM e unidades SSD. Com a alocação maciça de recursos de produção para os centros de dados de grande escala, os utilizadores comuns de telemóveis e computadores em Portugal e no resto do mundo terão de enfrentar um período prolongado de hardware inflacionado, obrigando a maior planeamento ou reaproveitamento de componentes antigos para contornar esta nova realidade de mercado.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!