
A empresa de cibersegurança Manifold detetou duas novas vulnerabilidades na extensão do assistente de inteligência artificial da Anthropic para navegadores. Segundo os dados partilhados pelo SecurityWeek, estas brechas permitem que código malicioso interaja de forma autónoma com o chatbot, extraindo informações sensíveis de contas de correio eletrónico e documentos.
Cliques sintéticos contornam proteções da Anthropic
O problema surge como um desdobramento da vulnerabilidade original descoberta em maio, apelidada de ClaudeBleed. Na altura, a Anthropic tentou mitigar o risco na versão 1.0.72 da extensão restringindo a interação a nove comandos predefinidos. Estes incluem instruções de integração e rotinas específicas como use-gdocs ou pedidos de acesso ao Gmail e Salesforce. A intenção era impedir que páginas de terceiros enviassem comandos arbitrários diretos.
A Manifold descobriu um defeito estrutural neste mecanismo de bloqueio. O script que monitoriza os comandos fixos não verifica se o clique que os aciona tem origem num utilizador humano. Uma página ou um complemento malicioso consegue gerar um clique sintético para ativar os comandos predefinidos. Isto garante acesso aos dados pessoais da vítima nos serviços da Google e noutras plataformas empresariais de forma invisível.
Autonomia total sem o consentimento do utilizador
A segunda falha reside na forma como o painel lateral do Claude é carregado na interface. O sistema verifica um parâmetro URL chamado skipPermissions. Se este valor for definido como "true", a inteligência artificial adquire autonomia para atuar sem solicitar qualquer permissão adicional. Como não existe um mecanismo de confirmação explícita para esta alteração de privilégios, um agente externo pode forçar a abertura do assistente com passe livre total.
Os investigadores reportaram ambas as brechas à Anthropic no dia 21 de maio, imediatamente após a publicação do ClaudeBleed original. Até à versão 1.0.80 da extensão, os problemas permanecem sem correção ativa. A equipa de cibersegurança refere que a falha foi marcada internamente como resolvida, desconhecendo-se se a correção está planeada para uma versão futura ou se o risco residual foi assumido pela criadora da ferramenta. Para os profissionais que confiam nestas soluções nos seus fluxos de trabalho diários, o cenário exige uma precaução redobrada na instalação de complementos adicionais no navegador.












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