
Segundo avançou a Music Business Worldwide, a Apple Music está a aumentar os preços das suas mensalidades em vários mercados globais, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido e a Europa. Esta decisão marca a primeira alteração aos valores do serviço de música desde outubro de 2022, com a tecnológica a focar-se na rentabilidade face aos desafios financeiros da indústria.
O impacto nos diferentes planos
Os utilizadores norte-americanos já começam a deparar-se com os novos valores. O plano individual passou a custar o equivalente a 10,97 € (11,99 dólares) mensais, uma subida face aos anteriores 10,06 € (10,99 dólares). O plano familiar sofreu um agravamento para cerca de 18,29 € (19,99 dólares), quando antes se encontrava nos 15,55 € (16,99 dólares). Já a modalidade para estudantes subiu para os 6,40 € (6,99 dólares), em vez dos habituais 5,48 € (5,99 dólares).
Importa salientar que, embora a publicação confirme aumentos no mercado europeu, os preços finais em Portugal poderão diferir ligeiramente devido a impostos locais e taxas de conversão específicas.
Em declarações à mesma publicação, a marca sublinhou que a atualização surge "como resultado do aumento dos custos de licenciamento". A Apple não respondeu de imediato a pedidos adicionais de comentários por parte do The Verge, mas as mudanças parecem estender-se a outros setores da empresa: existem relatos de que a tecnológica prepara também aumentos nos planos AppleCare Plus para computadores Mac e modelos iPad. Importa ainda recordar que a última subida de preços, em 2022, coincidiu com agravamentos nas assinaturas do Apple TV Plus e Apple One.
Um padrão que atinge a concorrência
A Apple Music não é a única plataforma a ajustar a sua oferta financeira. Recentemente, o Spotify seguiu o mesmo caminho no mercado dos Estados Unidos, ao encarecer a sua subscrição Premium para cerca de 11,89 € (12,99 dólares) mensais, em contraste com o anterior valor de 10,97 € (11,99 dólares).
Curiosamente, no meio de tantas flutuações no streaming digital, a indústria musical tradicional regista um fenómeno inesperado. Num mundo dominado por subscrições mensais, as vendas de CDs físicos nos Estados Unidos têm vindo a aumentar, o que demonstra um interesse renovado por formatos tangíveis e pela posse efetiva da música.












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