
A Apple está a planear uma mudança profunda na forma como os utilizadores adquirem os seus dispositivos, preparando-se para introduzir um programa de aluguer de hardware. Segundo avançou o Bloomberg, o serviço deverá chamar-se "Apple Upgrade" e permitirá aos clientes alugar telemóveis, computadores e relógios em vez de os comprarem por completo. A iniciativa surge como uma resposta direta ao aumento generalizado de preços nos produtos de topo da marca.
O novo modelo de negócio assemelha-se ao aluguer de automóveis. O pagamento das mensalidades será gerido através da plataforma Klarna, o que exigirá uma análise prévia de crédito aos interessados. O programa cobrirá a maioria dos modelos de iPhone e Apple Watch com contratos de 24 meses, enquanto os portáteis Mac e os tablets iPad terão períodos de cedência fixados em três anos.
Como funciona o formato de aluguer
De acordo com os detalhes fornecidos, o utilizador poderá subscrever o contrato online ou nas lojas físicas da Apple. O plano prevê flexibilidade no encerramento do contrato, permitindo liquidar o valor em falta antecipadamente, comprar o equipamento no final do prazo estipulado ou atualizar o dispositivo para um modelo mais recente.
Estas mensalidades deverão apresentar custos inferiores e prazos de pagamento mais alargados do que as opções de financiamento a curto prazo já disponibilizadas pela fabricante. Contudo, os clientes não terão a propriedade inicial dos aparelhos, o que elimina a possibilidade de revenda a terceiros após a utilização, a menos que optem pela compra final.
Custos elevados e restrições no suporte
A ausência de propriedade traz também desafios ao nível da proteção dos aparelhos. Os dispositivos integrados neste programa de aluguer não serão elegíveis para o seguro AppleCare, o que pode representar um risco financeiro acrescido em caso de quedas ou danos acidentais.
Esta estratégia surge numa altura em que o hardware se torna proibitivo para grande parte dos consumidores. Equipamentos de alto desempenho como o Mac Studio com chip M4 Max começam nos 2.500 dólares e o MacBook Pro com M5 Max atinge os 4.100 dólares no mercado norte-americano. Analistas apontam ainda que o próximo modelo dobrável da marca poderá superar os 2.400 dólares, agravado pela crise de memória que encarece os componentes a nível global.
Embora marcas concorrentes como a HP já testem serviços semelhantes em computadores portáteis — com a aplicação de taxas de cancelamento antecipado —, os contornos exatos do plano da gigante de Cupertino só deverão ser clarificados no lançamento oficial, apontado para o dia 28 de julho.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!