
A construção da nova infraestrutura aeroportuária do país deverá arrancar em 2029, estendendo-se os trabalhos planeados até ao ano de 2033. De acordo com a mais recente avaliação técnica detalhada pela ANA – Aeroportos de Portugal, o investimento estimado para o projeto situa-se entre os 7,9 mil milhões e os 8,9 mil milhões de euros. A entidade gestora assume que estes valores estão sujeitos a oscilações e potenciais atrasos no plano de obras.
Mesmo com a conclusão da empreitada projetada para 2033, a entrada em pleno funcionamento não acontecerá de imediato. O calendário estipula que a operação arrancarà apenas por volta de 2035, após a conclusão obrigatória de fases diferenciadas de verificação, testes operacionais intensivos e respetivas certificações oficiais. A meta contrasta com o objetivo delineado anteriormente, que apontava a abertura para 2037.
Alta velocidade e novas ligações ao centro de Lisboa
A mobilidade em torno do complexo terá uma forte dependência da rede ferroviária dedicada. O plano contempla a integração na futura linha de alta velocidade, que assegurará viagens diretas entre o aeroporto e o centro de Lisboa em cerca de 20 minutos. Esta infraestrutura, planeada para iniciar funções em 2034, será sustentada por uma nova estação dotada de quatro linhas e três plataformas de passageiros.
As projeções de tráfego indicam que a ferrovia assumirá o transporte de aproximadamente 20 milhões de passageiros por ano. O acesso será viabilizado através da Terceira Travessia do Tejo, permitindo ainda encurtar em cerca de 30 minutos as viagens com destino às regiões do Alentejo e do Algarve. A nível rodoviário, a estimativa diária aponta para um fluxo próximo dos 65.000 veículos.
Expansão da rede de estradas e capacidade de tráfego
O desenho do projeto contempla uma intervenção profunda nas acessibilidades rodoviárias da região. Está planeada a construção de perto de 250 quilómetros de novas vias, a par de melhorias estruturais em mais de 50 quilómetros de estradas atualmente em operação. O plano engloba novos acessos diretos às estradas nacionais EN4, EN10 e EN119, estabelecendo ligações entre as autoestradas A12, A13 e A33.
Adicionalmente, o programa prevê o desenvolvimento do IC13 para assegurar a ligação direta entre o aeroporto, as localidades de Ponte de Sor e Alter do Chão. As obras complementares incluem a requalificação integral da EN4, a duplicação de faixas na EN118 e beneficiações na EN119. Na fase inicial, o aeroporto foi projetado para acolher 56 milhões de passageiros anuais, contando com duas pistas operacionais e um terminal de 500.000 m².












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