
A Adobe iniciou testes com um novo conjunto de ferramentas baseadas em inteligência artificial integradas no Project Indigo, a sua aplicação experimental de câmara fotográfica para iOS. Segundo avançou a própria Adobe, a novidade foi batizada de "AI Playground" e está disponível para iPhones e tablets iPad selecionados. Esta fase inicial de testes destina-se a um grupo restrito de utilizadores e deverá prolongar-se por algumas semanas, embora a tecnológica possa expandir o acesso conforme o feedback recebido.
A chegada deste ecossistema surge numa altura em que a concorrência na fotografia móvel está ao rubro, com a Apple a apostar em funcionalidades integradas no ecossistema iOS. A proposta da Adobe adota um modelo descentralizado: a participação nesta fase experimental é opcional, totalmente gratuita e dispensa a criação de uma conta. Para salvaguardar a privacidade dos utilizadores, a marca recolhe apenas métricas anónimas sobre a utilização dos botões e garante que as fotografias captadas ou as instruções fornecidas não são enviadas para os seus servidores.
Quatro vertentes para transformar fotografias
O menu do AI Playground divide-se em quatro áreas distintas, desenhadas para simplificar a edição e dar mais controlo criativo aos utilizadores. A primeira é a Object Editing, capaz de detetar e eliminar elementos indesejados nas imagens ou aplicar um efeito de desfoque no fundo através de categorias já definidas. Já a secção Styles foca-se na aplicação de filtros artísticos e efeitos visuais nas capturas.

Para quem procura melhorar a técnica fotográfica, a Adobe introduziu a Photo Guidance, que analisa a composição da imagem no ecrã e sugere alterações imediatas ou conselhos prácticos para futuros disparos. Por fim, a opção Custom Edit abre as portas à criatividade sem restrições, permitindo escrever instruções (prompts) livres para efetuar transformações profundas — como converter fotografias em ilustrações ou transformar desenhos em imagens realistas.
Processamento local e restrições técnicas
A nível técnico, estas ferramentas correm localmente nos dispositivos através do modelo Nano Banana da Google. Contudo, devido às exigências desse processamento, a Adobe desenvolveu um modelo secundário de pós-processamento encarregue de restaurar a qualidade original em HDR, embora a marca reconheça que os resultados finais podem variar.
Para já, os utilizadores não conseguem importar ficheiros da galeria do telemóvel para serem editados pelas novas ferramentas. O AI Playground foi desenhado de forma exclusiva e restrita, funcionando apenas com imagens que sejam captadas de forma direta através da câmara do Project Indigo. Para o mercado português e europeu, onde o processamento local de dados é altamente valorizado pelas regras de privacidade, resta esperar para ver se a Adobe decidirá integrar estas capacidades numa futura versão estável da sua aplicação principal de câmara.












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