
A Apple prepara-se para alterar a forma como compramos tecnologia com o lançamento do Apple Upgrade, um novo serviço de subscrição de hardware. Segundo avançou a Bloomberg, este modelo de aluguer desenvolvido em parceria com a Klarna arranca já a 28 de julho, cobrindo a maioria dos modelos de iPhone, Mac, iPad e Apple Watch.
A gigante de Cupertino já tinha explorado a ideia de um modelo por assinatura antes de a descartar em 2024, motivada por preocupações com a supervisão financeira. A solução passou por delegar essa responsabilidade, aliando-se à Klarna — empresa que já estava integrada no Apple Pay desde 2024 como opção de pagamento faseado. Esta parceria liberta a tecnológica do risco de crédito direto.
Flexibilidade com algumas exceções
O funcionamento do Apple Upgrade assemelha-se a um leasing automóvel. No final do período de contrato, estipulado em 24 meses para o iPhone e Apple Watch, e 36 meses para os iPad e Mac, o consumidor decide se devolve o equipamento, se o adquire em definitivo ou se transita para a geração seguinte. Existe ainda a possibilidade de liquidar o valor total antecipadamente. Todas as adesões requerem uma verificação de crédito ligeira, e algumas destas movimentações podem implicar taxas adicionais.
A simplificação da oferta financeira vai ditar o fim das novas inscrições no iPhone Upgrade Program e noutras modalidades de crédito padrão. A transição traz cedências importantes: o novo formato não inclui a garantia do AppleCare, e deixa de fora modelos mais acessíveis ou recentes como o Apple Watch SE, o iPad base, o iPhone 16 e o MacBook Neo.
Uma resposta à escalada de custos
O momento de chegada desta subscrição não é acidental. A marca subiu recentemente os preços de vários equipamentos em pelo menos 92 €, um agravamento que atingiu os 1.196 € no caso do poderoso M3 Ultra Mac Studio. Especula-se que a próxima geração de telemóveis também sofra reajustes em alta durante as próximas semanas.
Para os consumidores em Portugal e no resto da Europa, onde os impostos tendem a inflacionar o custo final de lançamento, um modelo de mensalidade pode disfarçar o impacto imediato na carteira. A adoção de compras a prestações garante uma receita recorrente para os cofres da empresa, replicando o sucesso da sua divisão de serviços, embora a modalidade exija cautela aos utilizadores perante penalizações severas por falhas de pagamento. Inicialmente, o arranque está limitado aos Estados Unidos, não havendo garantia de expansão imediata a outros mercados.












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