
A fatura nos postos de abastecimento prepara-se para ficar novamente mais pesada. As estimativas provisórias, que são tidas em conta com os aumentos do preço do petróleo nos mercados internacionais, apontam para uma subida na ordem dos seis cêntimos por litro já no início da próxima semana.
A confirmar-se este cenário, o agravamento surge no seguimento de uma forte subida registada logo no arranque desta semana, onde o gasóleo encareceu 10,7 cêntimos e a gasolina ficou 5,8 cêntimos mais cara. O impacto acumulado para os condutores portugueses é expressivo: atestar o depósito de um carro a gasóleo custa hoje mais 21 euros do que no início do ano, enquanto na gasolina a diferença atinge os 15,6 euros.
Tensão no Médio Oriente dita o rumo
As previsões atuais dependem diretamente do comportamento do barril de Brent, que serve de referência para a Europa. A meio da semana, a valorização contínua empurrou o preço para uma subida de 3,8%, fixando-se nos 97,68 dólares por barril. Trata-se da primeira vez em quase seis semanas que a cotação ultrapassa a fasquia dos 95 dólares.
Como ainda faltam dois dias de negociação para o fecho semanal da bolsa, os valores definitivos da atualização dos combustíveis só ficarão fechados na sexta-feira ao final do dia. O nervosismo dos investidores reflete os receios de um bloqueio prolongado das exportações de hidrocarbonetos, motivado pelo agravamento do conflito no Médio Oriente.
Ameaças e ataques escalam o conflito
O clima de instabilidade disparou com a ameaça direta do Irão, que prometeu atacar interesses dos EUA e dos seus aliados na região caso Washington avance com ofensivas contra as instalações nucleares iranianas. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya condenou as declarações norte-americanas, alertando que qualquer operação contra locais sensíveis seria vista como uma expansão da guerra.
Este aviso surgiu em resposta ao anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que tenciona atacar "muito em breve e com grande força" o "Mountain Peak". Este complexo subterrâneo, situado numa zona montanhosa de difícil destruição por meios convencionais, estará ligado ao programa nuclear de Teerão.
A escalada militar já se traduziu em 11 noites consecutivas de bombardeamentos por parte dos Estados Unidos contra o sul do território iraniano. Em retaliação, o Irão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos no Bahrein, Kuwait e Jordânia, mantendo a pressão máxima sobre os preços da energia a nível global.












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