
A especialista em segurança ofensiva CyberX oficializou a sua integração no programa de incubação do Qatar Science & Technology Park (QSTP), abrindo portas a novos mercados. A empresa portuguesa avançou com a abertura de um novo escritório em Doha, num passo estratégico comunicado para consolidar a expansão da sua operação pelo Médio Oriente e acelerar a validação das suas soluções tecnológicas de defesa.
O eixo tecnológico entre Portugal e o Golfo Pérsico
Com a nova base de operações no Qatar, a estrutura da tecnológica divide-se agora por três eixos de atuação: a sede de origem no Porto, em Portugal, o hub do Dubai nos Emirados Árabes Unidos, e o novo polo de Doha. David Silva, fundador e CEO da empresa, acompanhou presencialmente a assinatura do contrato de incubação, que contempla uma duração inicial de 12 meses, expansível até aos 24 meses.
A entrada no ecossistema do QSTP garante à empresa acesso direto a uma vasta rede de universidades, especialistas em inovação, empresas tecnológicas e investidores da região. Para um projeto nascido no mercado europeu, a operação representa uma plataforma de colaboração no seio do Gulf Cooperation Council (GCC), alavancando oportunidades numa geografia que tem canalizado investimentos significativos para a transformação digital, o desenvolvimento de cidades inteligentes e as infraestruturas de energia.
Aposta no cruzamento de dados e inteligência de ameaças
O plano de desenvolvimento regional tem um propósito técnico claro: potenciar a The Omniscient, a plataforma de Threat Intelligence proprietária da marca, e integrar algoritmos evoluídos de Inteligência Artificial. Esta ferramenta foi desenhada para processar volumes massivos de informação e convertê-los em inteligência acionável, permitindo às organizações anteciparem riscos antes de os ataques ganharem forma.
O fundador da marca salienta a importância desta evolução operacional contínua. "A combinação entre a experiência humana dos especialistas em segurança ofensiva e as capacidades da Inteligência Artificial pode transformar a forma como as organizações identificam vulnerabilidades", referiu David Silva. "O objetivo é tornar esta área mais contínua, inteligente e escalável, permitindo descobrir riscos mais cedo e responder de forma mais eficaz".
A primeira linha de defesa no Golfo
Ao tornar-se a primeira empresa de raiz portuguesa focada em serviços avançados de segurança ofensiva a instalar-se no Qatar, a CyberX assume o desafio de proteger infraestruturas sensíveis numa das regiões com maior velocidade de digitalização do mundo. Este crescimento rápido traz associada a exposição a táticas de intrusão cada vez mais sofisticadas.
"Quanto maior é a digitalização, maior é também a superfície de ataque. As organizações não podem limitar-se a acreditar que estão protegidas. Precisam de testar essa proteção de forma realista, contínua e independente", sublinhou David Silva.
O foco no Médio Oriente ultrapassa a mera exportação de soluções tecnológicas pontuais, ambicionando a retenção e desenvolvimento de talento local para criar capacidade de defesa duradoura. As delegações no Dubai e em Doha estabelecem assim os pilares centrais para projetar as ferramentas desenvolvidas pela CyberX no panorama da proteção cibernética internacional.












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