
A disponibilidade de imóveis com piscina em Portugal registou uma descida de 8% no último ano, encolhendo de 17.212 para 15.835 anúncios ativos. Segundo os dados revelados pelo Imovirtual, esta contração afetou de forma severa o segmento das moradias, atirando o preço médio desta tipologia para lá da barreira dos 1,3 milhões de euros e dificultando a vida a quem procura uma casa premium no mercado nacional.
Atualmente, a esmagadora maioria desta oferta (cerca de 97%) destina-se a venda, deixando o mercado de arrendamento com uma fatia meramente residual.
Moradias em quebra, apartamentos resistem
As moradias sofreram o maior golpe na disponibilidade. Entre julho de 2025 e o mesmo mês de 2026, o número de unidades com piscina para venda afundou 14,5%, reduzindo o catálogo de 8.270 para 7.067 imóveis. Como reflexo direto desta escassez, o custo médio avançou 3,9%, fixando-se agora nos 1.301.784 €.
O cenário dos apartamentos revelou um comportamento muito mais pacífico. A quebra na oferta limitou-se a 1,6%, enquanto o preço médio registou uma ligeira subida de 0,5%, situando-se nos 763.973 €.
Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, clarifica a situação: "Os imóveis com piscina continuam a representar um segmento muito específico do mercado residencial e os dados mostram uma evolução distinta consoante a tipologia do imóvel e a região do país". A responsável salienta que, face à valorização galopante das moradias, os apartamentos exibem maior estabilidade, notando que "alguns mercados, como o Porto, seguem uma dinâmica diferente da tendência nacional".
Porto rema contra a maré
Longe de seguir a média do país, o Porto assumiu-se como a grande exceção, ao disparar 57,8% na oferta de apartamentos com piscina para venda. O mercado portuense saltou de 1.237 para 1.952 imóveis disponíveis, um crescimento impulsionado pela nova construção e pela entrada de empreendimentos residenciais recentes na região. Santarém (+49,3%), Leiria (+35,3%) e Braga (+12,4%) também acompanharam esta subida.
Em contraste absoluto, a disponibilidade de apartamentos idênticos afundou em Lisboa (-25,1%), Aveiro (-24,8%), Setúbal (-23,5%) e Faro (-7,2%). No caso específico das moradias, a retração foi ainda mais drástica e generalizada, com quebras expressivas em Aveiro (-28,4%), Santarém (-26,3%), Madeira (-24,6%), Lisboa (-21,9%) e Faro (-19,9%).
O setor do arrendamento espelha a mesma volatilidade de preços. A oferta de moradias com piscina caiu 33,7%, forçando a renda média mensal a disparar 27,6% para os incríveis 15.201 €. Já os apartamentos para arrendar cresceram 9,9% em disponibilidade, originando uma ligeira correção favorável aos inquilinos: a renda média desceu 4,3%, fixando-se nos 2.875 € mensais.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!