
A OpenAI começou a disponibilizar o ChatGPT Health para todos os utilizadores nos Estados Unidos esta quinta-feira, dia 23. A nova ferramenta foca-se em esclarecer dúvidas sobre bem-estar e saúde, uma área onde a empresa revela registar mais de 300 milhões de interações semanais.
O lançamento surge num momento conturbado para a empresa norte-americana. Esta semana, um pastor do estado da Flórida avançou com um processo judicial contra a startup, alegando ter recebido orientações "extremamente perigosas" do assistente virtual após pesquisar informações relacionadas com uma embolia pulmonar.
Integração de registos clínicos e privacidade
Disponível desde o início do ano de forma restrita, a nova função permite agora a um público mais vasto decifrar resultados de exames ou preparar perguntas estruturadas para uma consulta médica. Para fornecer respostas contextualizadas, a plataforma pede autorização para aceder a dados guardados em serviços de terceiros, como a aplicação Apple Saúde, MyFitnessPal, Weight Watchers e Function.
A ferramenta suporta também a importação de registos médicos de plataformas hospitalares como a Epic, Oracle Health e One Medical. Com estas informações cruzadas, o assistente consegue comparar testes recentes com o histórico do paciente, resumir alterações clínicas e analisar de que forma o sono e a atividade física impactam o quotidiano.

Para assegurar a proteção de dados sensíveis, as conversas geradas no ambiente de saúde contam com encriptação e uma camada extra de segurança. O laboratório de inteligência artificial garante que os dados clínicos e as informações extraídas não são utilizados para direcionar publicidade nem para treinar os seus modelos base. A partilha de conteúdo fica inteiramente sob o controlo de quem utiliza o serviço.
Diferenças nos planos e limitações técnicas
O motor por trás desta novidade varia consoante a subscrição ativa. Os utilizadores gratuitos têm acesso à inteligência do GPT-5.5 Instant, enquanto os clientes dos planos pagos recorrem ao GPT-5.6 Sol, otimizado para lidar com perguntas médicas de maior complexidade.
Ashley Alexander, vice-presidente de produtos de saúde da empresa, afirma que os novos modelos conseguem raciocinar em "níveis superiores aos de um profissional clínico". Ainda assim, a plataforma sublinha o papel de apoio da ferramenta, alertando que a tecnologia não substitui em caso algum o acompanhamento prestado por médicos reais.
Nesta fase de expansão, o acesso está limitado a maiores de 18 anos residentes nos EUA, através da versão web ou da aplicação para iOS, abrangendo os planos gratuito, Go, Plus e Pro. A funcionalidade, localizada na barra lateral do serviço, permanece sem data prevista para chegar a Portugal ou a outros mercados europeus.












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