
O popular chatbot da OpenAI começou a rejeitar os pedidos dos utilizadores para replicar o estilo de escrita e a voz de autores consagrados. De acordo com informações avançadas pela Ars Technica, com base numa investigação publicada pela No Latency, a inteligência artificial passou a apresentar um bloqueio direto quando confrontada com comandos que envolvam a imitação de criadores literários, abrangendo tanto figuras vivas como falecidas.
Restrições aplicadas a criadores literários
Até há pouco tempo, as limitações do ChatGPT focavam-se principalmente em escritores no ativo. Contudo, testes recentes demonstram que a postura da plataforma mudou radicalmente, aplicando-se agora de forma generalizada. Vários relatos nas redes sociais já indicavam esta tendência, que acabou por ser confirmada em ambiente de teste ao solicitar a criação de uma história inspirada em nomes clássicos da literatura.
Ao pedir ao sistema para escrever um conto de mistério que seguisse a abordagem de Agatha Christie, o sistema emitiu uma recusa explícita. A resposta da ferramenta foi clara: "As obras de Agatha Christie ainda estão sob direitos de autor, pelo que não posso fornecer texto que imite de perto o seu estilo distinto". Apesar da negação formal, o sistema ofereceu uma alternativa ao disponibilizar-se para redigir uma história original com traços semelhantes aos da autora, afirmando: "Posso certamente escrever algo com essas características, mantendo-me original".
Uma estratégia para evitar processos judiciais
Esta dualidade de comportamento sugere que a nova diretriz implementada pela OpenAI funciona mais como um aviso de salvaguarda legal do que propriamente um bloqueio técnico intransponível. Ao reter a capacidade de emular as características estilísticas gerais sem copiar diretamente a assinatura do autor, o modelo tenta afastar acusações de plágio no mercado português e internacional.
A alteração surge num momento em que a indústria tecnológica enfrenta um forte escrutínio devido à utilização de dados protegidos. Esta medida preventiva serve para blindar a empresa contra novas batalhas nos tribunais, mitigando o risco de processos milionários por violação de propriedade intelectual que têm visado os principais modelos generativos.












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