
Os futuros processadores de computador da gama Nova Lake-S da Intel prometem trazer mudanças drásticas ao nível da arquitetura e da potência energética. Segundo as informações obtidas pelo TechPowerUp, a unidade de processamento gráfico integrada (iGPU) destas novas soluções poderá registar um consumo energético isolado de até 65 W, um valor invulgarmente elevado para chips gráficos embutidos em plataformas de sobremesa.
A fabricante norte-americana tem procurado recuperar o terreno perdido para a concorrência direta no ecossistema de computadores fixos. Se no segmento de portáteis a Intel conseguiu demonstrar uma forte evolução com a arquitetura Panther Lake — que alcançou uma subida de 60% no desempenho gráfico face às APU rivais —, os modelos de sobremesa Intel Core Ultra 200S não conseguiram impressionar os consumidores. A linha Nova Lake-S surge assim como a grande aposta de reestruturação da marca.
Potência gráfica e exigências de alimentação
O consumo de 65 W na iGPU deverá aplicar-se apenas a configurações específicas da gama, concebidas para elevar as frequências de funcionamento a patamares muito superiores ao habitual. Um dos exemplos apontados envolve um processador de 16 núcleos (composto por 4 núcleos de desempenho, 8 núcleos de eficiência e 4 núcleos de baixo consumo) equipado com 12 Xe3P Cores. Esta configuração gráfica assemelha-se à arquitetura da Arc B390 presente nos chips portáteis.
Para sustentar esta exigência energética na componente gráfica, os sistemas vão exigir duas fases de alimentação VCCGT na placa base, duplicando o padrão habitualmente implementado pelos fabricantes para gerir os gráficos integrados da CPU.
Consumo total e lançamento no mercado
As variantes de topo do Nova Lake-S, baseadas numa estrutura Dual Tile, vão apresentar caraterísticas técnicas massivas para rivalizar com as melhores propostas da AMD. O modelo mais potente da linha poderá integrar até 52 núcleos de processamento e contar com 288 MB de cache bLLC. No entanto, estas especificações vão exigir uma capacidade energética invulgar, com o consumo em modo Turbo (PL2) a atingir os 474 W.
Esta procura extrema por energia terá um impacto direto no ecossistema de componentes de suporte. As futuras placas base de gama alta com o chipset Z990 vão necessitar de três conectores EPS de 8 pinos para garantir a estabilidade elétrica do processador.
Para os utilizadores que pretendem sistemas menos exigentes, as versões equipadas com um único tile apresentarão patamares de consumo significativamente mais moderados. O calendário de lançamentos da Intel prevê que as primeiras variantes a chegar ao mercado luso e europeu com esta arquitetura comecem a ser distribuídas no primeiro trimestre de 2027, estreando-se com a versão DS de 28 núcleos.












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