
A missão de resgate do observatório espacial Swift encontra-se num impasse após a sonda robótica LINK ter sofrido uma avaria severa nos seus sistemas de orientação. De acordo com os dados avançados pelo site oficial da Katalyst Space, a nave espacial registou problemas críticos de controlo de atitude, o que a levou a entrar numa rotação descontrolada em pleno espaço e gerou quebras intermitentes nas comunicações com a Terra.
A sonda foi construída pela empresa norte-americana Katalyst Space com o propósito específico de acoplar à sonda Swift e rebocá-la para uma órbita mais elevada. O observatório Swift tem sofrido uma perda de altitude acelerada devido ao aumento da atividade solar nos últimos anos, que gera maior fricção atmosférica. Sem uma intervenção direta, os testes da agência espacial revelam que o Swift deverá reentrar e arder na nossa atmosfera ainda este ano.
Motores elétricos tentam travar rotação na órbita
A equipa técnica em terra revelou que dois dos três volantes de inércia da LINK — os componentes mecânicos responsáveis pela estabilização e orientação da nave — estão atualmente inoperacionais. Além disso, o sistema de propulsão a gás frio perdeu parte das suas capacidades. Apesar do cenário adverso, os engenheiros mantêm o contacto com o veículo espacial e planeiam acionar os propulsores elétricos nos próximos dias para tentar imobilizar a rotação da sonda.
Caso os técnicos consigam estabilizar a nave, será necessário reconfigurar por completo as diretrizes de navegação e orientação. Só após esta etapa complexa é que os especialistas poderão aferir se a LINK mantém a capacidade técnica para efetuar a aproximação e salvar o observatório.
Perspetiva da Katalyst Space mantém-se otimista
Mesmo perante a gravidade dos danos, a empresa responsável pelo desenvolvimento do veículo permanece confiante no sucesso da operação. A Katalyst Space garantiu no seu portal que a missão continua ativa e que as alterações planeadas oferecem um rumo viável para que a sonda consiga intercetar o Swift.
De qualquer forma, os planos originais terão de ser profundamente ajustados ao novo estado físico da LINK, deixando o desfecho deste resgate espacial temporariamente dependente das manobras de recuperação programadas para os próximos dias.












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