
A Meta está a utilizar a inteligência artificial para acelerar a criação de novas aplicações, com vários produtos direcionados ao consumidor já na calha. A confirmação foi feita pelo diretor-executivo Mark Zuckerberg durante a apresentação de resultados do segundo trimestre, onde detalhou como os grandes modelos de linguagem (LLMs) estão a ajudar os engenheiros a lançar software de forma mais rápida, segundo avançou o TechCrunch.
Inteligência artificial como motor de inovação
Nos últimos meses, a gigante tecnológica introduziu discretamente várias novidades no mercado, incluindo uma aplicação para vendedores do Marketplace (Seller), uma plataforma focada em grupos (Forum) e uma nova aplicação de fotografias derivada do Instagram (Instants). Estes lançamentos refletem uma mudança estratégica na forma como a empresa testa e valida novos conceitos, a par de experiências recentes com histórias para adormecer criadas por IA.
"Estou entusiasmado com a forma como a IA está a ajudar as nossas equipas a acelerar o desenvolvimento de produtos", afirmou Zuckerberg aos investidores. O responsável frisou que a empresa tenciona explorar mais ideias e recorrer aos seus sistemas de recomendação para fazê-las crescer, prometendo que novas propostas para os consumidores vão ser reveladas a curto prazo.
No passado, a empresa acumulou um vasto historial de aplicações independentes que não conseguiram atrair público. Desde os projetos do Creative Labs, encerrados em 2015, até às experiências mais recentes da equipa de pesquisa e desenvolvimento (NPE) no início desta década, as tentativas de diversificação do ecossistema resultaram no encerramento de dezenas de aplicações. Agora, a integração de ferramentas avançadas na engenharia permite validar conceitos no mercado com um ritmo e custos operacionais distintos.
A exceção de sucesso e os ganhos nos algoritmos
O Threads, que soma atualmente 500 milhões de utilizadores ativos mensais e que a empresa espera levar até à marca de mil milhões, é o grande exemplo de triunfo recente. Embora tenha beneficiado de uma forte integração inicial com as contas de utilizadores existentes, o crescimento contínuo da plataforma de texto tem sido sustentado pelos LLMs, que otimizam a forma como os conteúdos são apresentados a cada pessoa.
A diretora financeira, Susan Li, explicou que estes modelos de linguagem estão a gerar ganhos significativos nas classificações e recomendações das várias plataformas. Para além de ajudarem a compreender o contexto real das publicações, os agentes inteligentes apoiam o trabalho dos programadores ao avaliarem a qualidade dos conteúdos e detetarem novas tendências no comportamento dos utilizadores.
Para quem acede às redes sociais da marca em Portugal, esta mudança estrutural tem um impacto prático direto nos conteúdos consumidos diariamente. Li revelou um marco técnico que sustenta esta nova fase: todas as publicações no Feed e cada Reel do Instagram passam agora, de forma totalmente automática, por uma análise de tema e tom conduzida por inteligência artificial, ditando com maior precisão aquilo que surge no ecrã do telemóvel.












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