
O mercado global de semicondutores prepara-se para acolher uma nova geração de componentes de alto desempenho. De acordo com o Wccftech, a fabricante chinesa CXMT concluiu com sucesso a fase de verificação de investigação e desenvolvimento (I&D) dos seus chips de memória LPDDR6, alcançando uma velocidade impressionante de 12,8 Gbps.
Esta validação técnica abre caminho para o início da produção em massa da nova tecnologia, agendada já para a segunda metade de 2026. A fasquia inicial estabelece uma velocidade base de 10.667 Mbps (cerca de 10,7 Gbps), mas os primeiros lotes comerciais deverão atingir os 12.800 Mbps em módulos individuais com capacidade de 16 GB.
Resposta à crise global de preços
Este avanço surge num momento particularmente crítico para o setor tecnológico de consumo, fustigado por uma escalada contínua de preços que começou a desenhar-se no final de 2025. Com a procura avassaladora por parte de centros de dados focados em inteligência artificial a esgotar as linhas de montagem, os fabricantes têm priorizado o fornecimento empresarial em detrimento das lojas e dos consumidores tradicionais.
Face a este cenário de escassez, a expansão das capacidades de produção na China surge como um balão de oxigénio para o mercado. Gigantes tecnológicas como a Apple têm procurado ativamente alternativas para adquirir chips de memória RAM mais acessíveis, embora as restrições geopolíticas criem barreiras complexas — recorde-se que a CXMT integra atualmente a lista negra do Pentágono dos Estados Unidos.
O salto geracional face ao padrão atual
A chegada do padrão LPDDR6 representa uma evolução estrutural há muito aguardada pela indústria de hardware. A arquitetura anterior, LPDDR5, estreou originalmente em 2019, tendo recebido a atualização LPDDR5X em 2021, que desde então equipa a grande maioria dos computadores portáteis, consolas de videojogos e telemóveis topo de gama em circulação.
Ao garantir a produção em larga escala destes novos componentes ainda este ano, a fabricante chinesa posiciona-se para desafiar diretamente o domínio histórico de colossos como a Samsung, a SK Hynix e a Micron. Para os utilizadores em Portugal, esta concorrência poderá ditar uma estabilização nos custos dos futuros dispositivos móveis, embora os valores finais de retalho fiquem sempre condicionados pelas taxas alfandegárias e impostos locais europeus.












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