
A Police National Legal Database (PNLD), uma plataforma de consulta jurídica essencial para as forças de segurança e organismos de justiça criminal em todo o Reino Unido, confirmou ter sido alvo de uma intrusão informática. A falha de segurança resultou no roubo de informações sensíveis de milhares de utilizadores, num momento em que os ciberataques contra o setor público britânico continuam a aumentar.
De acordo com as informações avançadas pelo boletim de segurança oficial, o incidente foi detetado no dia 26 de julho. A plataforma está agora a conduzir uma investigação detalhada em estreita colaboração com empresas especializadas em segurança cibernética e com a National Crime Agency (NCA) do Reino Unido.
Alcance do ataque e dados expostos
A administração da base de dados esclareceu que o ataque comprometeu dados de identificação de cerca de 114,000 assinantes institucionais. A lista de afetados inclui nomes completos, a organização à qual pertencem e os respetivos endereços de correio eletrónico profissionais de agentes da polícia, funcionários da justiça criminal e parceiros governamentais.
Paralelamente, o incidente afetou o portal público "Ask the Police", gerido pela mesma entidade. Neste caso, foram expostos os nomes e os emails de perto de 21,000 cidadãos que já tinham submetido questões através da plataforma. Apesar da gravidade da exposição, os responsáveis asseguram que não existem evidências de que palavras-passe ou outras credenciais de autenticação tenham sido roubadas. A North East Regional Organised Crime Unit, que lidera as investigações criminais, confirmou ainda que não foi recebido qualquer pedido de resgate por parte dos atacantes.
A ligação ao grupo ExfilSquad
Embora a polícia de West Yorkshire — responsável pela operação da plataforma — não tenha adiantado detalhes técnicos sobre o vetor da intrusão, o ciberataque foi reivindicado pelo grupo de extorsão digital "ExfilSquad". A tripulação publicou a PNLD na sua lista de vítimas num site da dark web, alegando a extração de um pacote de dados com 1,9 GB.
Este mesmo coletivo de piratas informáticos assumiu recentemente a autoria de uma intrusão ao Departamento de Educação britânico (DfE), onde foram roubados mais de 607,000 registos de contactos de pais e funcionários associados ao portal de apoio ao cliente e ao programa Turing Scheme. Na sua página de fugas de informação, a gangue ameaça que os dados nunca serão removidos do escrutínio público, tentando pressionar as instituições a pagar valores de extorsão em troca do silêncio. Para quem utiliza estes serviços estatais, o caso serve de alerta para o risco acrescido de campanhas de phishing direcionadas nos próximos meses.












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