
As gigantes tecnológicas continuam a enfrentar uma pressão jurídica crescente devido aos impactos das suas plataformas na saúde mental dos utilizadores mais jovens. Segundo informação avançada pelo TechSpot, quatro famílias norte-americanas avançaram com um novo processo judicial conjunto contra a Meta, o TikTok, o Snapchat e o YouTube, responsabilizando diretamente as empresas pela morte dos seus filhos adolescentes.
Ação judicial responsabiliza plataformas por tragédias com adolescentes
A ação deu entrada no Tribunal Superior de Delaware através da organização de apoio jurídico Social Media Victims Law Center (SMVLC). O processo representa as famílias de Livi Castro, de 13 anos, Riv Kelleher, de 14 anos, Nathaniel Chambers, de 17 anos, e Dawson Holden, de 18 anos. Todos os jovens tiraram a própria vida num intervalo de 14 meses, entre julho de 2024 e setembro de 2025, após enfrentarem privação severa de sono, depressão, ansiedade e ideação suicida associadas ao uso diário destas plataformas.
O fundador da organização, Matthew Bergman, criticou a conduta das empresas envolvidas, afirmando que os jovens morreram devido à falta de cuidado da indústria. Bergman destacou que estas plataformas continuam a representar um perigo claro e presente para a saúde e segurança das crianças a nível global, independentemente das declarações públicas dos executivos das tecnológicas.
TikTok acorda indemnizações e vaga de processos soma milhares de casos
Em paralelo ao caso de Delaware, o TikTok aceitou resolver por acordo três outros processos que acusavam a empresa de conceber a aplicação de forma deliberadamente aditiva para rentabilizar a atenção dos utilizadores. O advogado dos queixosos, Joseph VanZandt, confirmou a existência dos acordos, cujos termos financeiros permanecem confidenciais. As ações visavam a proteção de três menores identificados apenas pelas iniciais: S.J., de 15 anos e residente no Illinois; P.M.Y., de 15 anos, de New Jersey; e K.D.B., de 18 anos, do Mississippi.
A vaga de litígios contra as empresas de tecnologia estende-se por vários estados norte-americanos, acumulando cerca de 3.300 processos no Tribunal Superior de Los Angeles sob a alçada da juíza Carolyn Kuhl. Adicionalmente, a Meta é alvo de uma ação movida por 40 estados dos EUA, que acusam a gigante tecnológica de ignorar os seus próprios estudos sobre a ligação entre a dependência do ecossistema digital e a deterioração da saúde mental dos adolescentes.












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