
A incerteza no mundo laboral e a vaga de despedimentos que marca o ano de 2026 têm sido frequentemente atribuídas à inteligência artificial. No entanto, segundo avançou o TechSpot, o professor de economia Steve Hanke defende que a tecnologia não vai acabar com a maioria dos empregos devido ao seu custo demasiado elevado.
O académico de economia aplicada na Universidade Johns Hopkins, e antigo economista sénior do Conselho de Conselheiros Económicos do presidente Ronald Reagan, contraria o cenário catastrófico de que a tecnologia roubará o trabalho a toda a gente. Na sua perspetiva, as empresas não conseguirão manter os despedimentos massivos, uma vez que a substituição total de trabalhadores humanos sairia muito mais cara.
O peso financeiro e energético dos centros de dados
A adoção diária de ferramentas como o ChatGPT, o Claude ou os resumos diretos AI Overviews exige infraestruturas complexas. Hanke aponta que a inteligência artificial tem um custo excessivo a nível financeiro e no consumo de recursos e energia. O economista considera absurdo pensar que a tecnologia aumenta a produtividade e reduz custos em todos os cenários, acreditando que o efeito prático é o oposto.
Os gastos em centros de dados por parte de gigantes como a Amazon, a Meta, a Google e a Microsoft registaram um aumento acentuado entre 2023 e 2026. Este ano marcou o ponto onde a mudança no investimento se tornou mais visível, refletindo-se diretamente na atual vaga de despedimentos no setor tecnológico.
O limite da escalada de investimentos
Embora a divisão de opiniões sobre o impacto da inteligência artificial continue a crescer, a postura de Steve Hanke alinha-se com a perspetiva de uma eventual rutura no mercado. A escalada contínua de custos suportada pelas empresas ditará um momento em que a manutenção deste ritmo deixará de ser viável.
O cenário traçado culminará no rebentar da bolha da inteligência artificial, forçando a indústria a reconhecer os limites económicos operacionais da tecnologia antes de esta conseguir substituir a maioria da força de trabalho global.












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