
A sequela cinematográfica do clássico de 2006 alcançou uma marca relevante na sua transição para o mercado doméstico. Disponibilizado no dia 29 de julho na plataforma de transmissão digital, O Diabo Veste Prada 2 acumulou 15,2 milhões de visualizações nos primeiros cinco dias de exibição. Segundo dados apurados pelo Deadline, o longa-metragem protagonizado por Anne Hathaway e Meryl Streep repetiu na televisão de casa o sucesso expressivo que conquistou nas salas de cinema.
Com este resultado, a nova produção fixa-se como o segundo melhor desempenho histórico de uma estreia em imagem real no ecossistema de streaming. Na lista global do serviço da Disney+, a obra da 20th Century Studios fica posicionada apenas atrás do fenómeno de ação Deadpool & Wolverine, que chegou ao catálogo a 12 de novembro de 2024.
Fenómeno de bilheteira impulsiona recepção no ecrã caseiro
A forte adesão na transmissão online reflete o percurso comercial que o filme já tinha cumprido nos cinemas de todo o mundo. O longa-metragem encerrou a sua exibição nas salas com 690 milhões de dólares arrecadados (cerca de 635 milhões de euros), o que faz dele a sexta maior bilheteira global do ano de 2026 até ao momento.
Além do impacto comercial, a obra conquistou uma recepção crítica favorável. No agregador Rotten Tomatoes, o filme regista 78% de avaliações positivas por parte da imprensa especializada e 84% de aprovação dada pelos espectadores. O resultado ganha particular relevância numa franquia com apenas dois capítulos, cujo primeiro filme datava de 2006 e faturara 326 milhões de dólares — um valor equivalente a 540 milhões de dólares (aproximadamente 497 milhões de euros) quando ajustado à inflação dos últimos 20 anos.
Reencontro do elenco e transformação no setor editorial
Um dos grandes trunfos deste segundo capítulo esteve na capacidade da 20th Century Studios em juntar a equipa de produção original e a maioria do elenco principal. Anne Hathaway regressa ao papel de Andy Sachs, Meryl Streep volta como a emblemática Miranda Presley e Stanley Tucci retoma a personagem do diretor de arte Nigel Kipling. A narrativa introduz ainda Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt, que agora trabalha para a Dior e detém o controlo de verbas publicitárias decisivas para a revista Runway.
O enredo funciona como um retrato sobre a evolução do jornalismo de moda e do setor editorial nas últimas duas décadas. Ao acompanhar o regresso de Andy a uma publicação em perda de alcance e relevância desde o início dos anos 2000, a história coloca em evidência a rejeição do estilo autoritário de Miranda, ao mesmo tempo que aborda o impacto das redes sociais e dos criadores de conteúdo na perceção do público sobre a indústria da moda.












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