
O preço atual do armazenamento pode fazer com que deitar fora uma unidade funcional pareça um desperdício, mas quase todos os utilizadores têm dispositivos antigos encostados numa gaveta. Quando uma destas unidades já não tem velocidade ou capacidade útil para as exigências diárias, o descarte seguro torna-se essencial. Segundo as diretrizes de segurança informática da Universidade de Cornell, eliminar os ficheiros está longe de ser suficiente, pois essa ação apenas marca o espaço como disponível para novas informações, deixando a porta aberta a ferramentas de recuperação.
O perigo de ignorar uma formatação completa
Se a unidade cair nas mãos erradas, um software especializado consegue restaurar documentos sensíveis, como declarações de impostos ou documentos de identificação digitalizados. Para evitar este cenário de risco para a privacidade, impõe-se uma formatação completa. Este processo exige muito mais tempo do que a variante rápida, uma vez que verifica a existência de setores danificados e reescreve os dados existentes, dificultando severamente qualquer tentativa de restauro.
A recomendação institucional para unidades funcionais que vão ser recicladas passa por reescrever o armazenamento 3 vezes. Caso a intenção seja o descarte definitivo, sobretudo se o computador já nem sequer reconhece o periférico para o poder limpar, a inutilização mecânica é o caminho a seguir.
Como limpar o dispositivo no Windows e Mac
A limpeza profunda de um disco rígido ou SSD externo não requer a instalação de ferramentas adicionais. No sistema da Microsoft, basta abrir o Explorador de Ficheiros, aceder a "Este PC" na barra lateral e clicar com o botão direito do rato sobre a unidade em causa, selecionando "Formatar". O aspeto crítico neste passo é garantir que a caixa "Formatação Rápida" fica desmarcada antes de iniciar a operação.

Para os utilizadores de computadores Mac, o sistema da Apple disponibiliza um recurso nativo para o efeito. Através do Finder, navega até "Aplicações", seleciona "Utilitários" e abre o "Utilitário de Discos". Após escolher a pen USB ou o disco rígido, clica em "Apagar". O macOS permite, em certos tipos de armazenamento, expandir as "Opções de Segurança" para definir com precisão o número de vezes que a unidade será reescrita.
Destruição física: a solução final
Mesmo com uma limpeza exaustiva, a formatação pura não garante uma destruição de dados irrecuperável contra todas as ameaças. Utilitários de terceiros, como o DBAN e o ShredOS, executam passagens complexas de reescrita, mas a destruição física do suporte continua a ser o método mais eficaz e aconselhado para informações de elevada confidencialidade.
Nos discos rígidos mecânicos, a tarefa resolve-se com ferramentas comuns: um martelo e um prego servem para perfurar a carcaça e inutilizar os pratos internos onde a informação reside. Perante armazenamento flash, o esforço tem de ser mais direcionado. É necessário abrir o invólucro exterior para expor a placa de circuitos e os respetivos chips de memória retangulares e pretos. A iFixit aconselha o uso de um formão, um berbequim ou uma ferramenta Dremel para danificar ativamente cada um destes componentes.
A precaução com a segurança pessoal é obrigatória em qualquer tentativa de perfuração. O uso de força contra estes materiais liberta frequentemente fragmentos afiados de metal e fibra de vidro para o ar. Depois de garantir que a drive está destruída, a carcaça deve ser entregue numa loja de retalho de eletrónica com pontos de recolha, ou diretamente num centro de reciclagem de lixo eletrónico.












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