
A Google anunciou na sexta-feira uma alteração na identificação dos conteúdos produzidos pelas suas ferramentas de inteligência artificial, passando a autorizar a remoção das marcas de água visíveis em imagens, vídeos e músicas. Conforme revelado numa publicação no X por Josh Woodward, vice-presidente do Gemini, a medida abrange os modelos Nano Banana, Omni e Lyria.
Esta decisão responde diretamente à forma como os selos visuais frequentemente limitam a utilidade do material gerado em trabalhos profissionais e criativos. Sem prejuízo desta flexibilidade, a gigante tecnológica confirmou que os identificadores invisíveis da tecnologia SynthID e os metadados ligados à norma C2PA permanecerão intactos em todas as criações.
"Estamos a atingir um equilíbrio aqui entre o controlo criativo e a segurança: embora as marcas de água visíveis sejam agora opcionais, as marcas de água SynthID invisíveis e os metadados C2PA continuam a ser usados para transparência. Portanto, ainda podem usar o Gemini ou a Pesquisa para ver se uma imagem foi gerada por IA", escreveu Josh Woodward.
Aplicação prática e recursos para programadores
A possibilidade de desativar o selo visual começa a ser distribuída ao longo dos próximos dias na plataforma principal da IA da Google e no editor de vídeo Flow. A empresa confirmou também que o suporte para esta função na Pesquisa chegará em breve. Para efetuar a alteração, os utilizadores terão apenas de aceder a Definições > Marca de Água de Multimédia e escolher ligar ou desligar a marca visual.
Num esforço paralelo para auxiliar a comunidade de desenvolvimento, foi disponibilizada em código aberto uma nova biblioteca batizada de Credentio. O objetivo desta ferramenta passa por permitir aos programadores a integração de um mecanismo local de validação de conteúdos diretamente nas suas aplicações.
O contexto da indústria
A alteração reflete uma abordagem em constante evolução na rotulagem de meios digitais gerados por algoritmos, com a necessidade de identificar o material a permanecer central. O movimento de Mountain View surge no rescaldo da medida amplamente debatida da Anthropic, que decidiu incluir uma marca de água nos textos e ficheiros gerados pelo Claude com o objetivo de cumprir os regulamentos da União Europeia.












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