
A plataforma de criação de música por IA Suno lançou o Studio 2.0, uma renovação profunda do seu estúdio de produção no navegador. A nova versão aproxima o ecossistema do funcionamento de uma estação de trabalho de áudio digital (DAW) tradicional, permitindo aos utilizadores trabalharem diretamente com MIDI, áudio, efeitos e automação, em substituição do modelo baseado exclusivamente em comandos por texto.
O lançamento ocorre num momento em que a empresa enfrenta processos judiciais por direitos de autor movidos por editoras discográficas, ao mesmo tempo que aplica restrições operacionais na plataforma, como limites na descarga de ficheiros. Com a reformulação do estúdio, a empresa tenta responder às exigências dos utilizadores e proporcionar maior flexibilidade técnica no processo de composição.
Suporte para MIDI e novas ferramentas de síntese
A integração do suporte para MIDI é o elemento central do Studio 2.0. Os criadores podem importar, gravar e editar sequências diretamente na linha temporal da sessão. A atualização inclui um sintetizador wavetable e permite aplicar clips MIDI como comandos para gerar novas camadas de áudio. Para quem não dispõe de um controlador físico, o sistema permite utilizar o próprio teclado do computador para introduzir notas musicais.
O estúdio passa a contar com uma ferramenta avançada de separação de faixas (stem separation), capaz de isolar elementos específicos de um tema musical com elevada fidelidade sonora. Esta função funciona tanto em músicas geradas na plataforma como em ficheiros de áudio externos importados pelos utilizadores.
Automação, colaboração virtual e concorrência no mercado
A nova interface suporta o processamento com efeitos de áudio e curvas de automação para controlar parâmetros de faixas e plugins ao longo do tempo. Através de um assistente por chat integrado, torna-se possível desenhar plugins personalizados. Em fase de testes, a plataforma estreou também uma barra de conversação que atua como colaborador virtual para criar instrumentos, desenvolver vocais e organizar a estrutura do projeto.
Os utilizadores com subscrição Premier passam a dispor de descargas ilimitadas de multitracks e faixas isoladas com resolução de 32-bit/48kHz. Esta evolução procura reforçar o apelo comercial do serviço numa altura em que cresce a oferta de modelos de geração musical de código aberto para execução local em computador, como o MiniMax Music3.












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