
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) concluiu que não existem indícios de manipulação nos preços dos combustíveis praticados no mercado nacional. Através de uma avaliação regular ao setor, o organismo afasta as suspeitas recorrentes dos condutores e assegura que os valores cobrados nas gasolineiras em Portugal estão efetivamente alinhados com a evolução dos custos de referência.
A matemática por trás do preço final
O valor que os consumidores pagam por cada litro de combustível não é um reflexo direto e exclusivo do preço do barril de petróleo bruto. A formação dos preços envolve uma série de componentes que amortecem ou amplificam as flutuações do mercado internacional.
Segundo a ERSE, a principal métrica a considerar passa pelas cotações internacionais dos produtos já refinados (gasolina e gasóleo) que chegam ao mercado. A esta base de referência somam-se depois os custos logísticos, os fretes, a manutenção de reservas estratégicas, a incorporação obrigatória de biocombustíveis, as margens de comercialização e a carga de impostos aplicada no país.
Preço eficiente e descidas concretas
Para monitorizar a adequação do mercado, o regulador calcula semanalmente o "preço eficiente", que funciona como um barómetro para avaliar os valores reais praticados nas bombas. Na semana de 10 a 16 de agosto, este indicador fixou-se em 1,912 € por litro para a gasolina 95 simples e 2,021 € por litro para o gasóleo simples.
Esta atualização representou uma descida de 4% na gasolina e de 4,7% no gasóleo, em comparação com a semana transata. O recuo nos preços ao consumidor português reflete diretamente a trajetória de alívio nas cotações internacionais dos combustíveis refinados, que registaram quebras acentuadas de 11,1% na gasolina 95 e de 10,2% no gasóleo, justificando a correção em baixa sentida na hora de atestar o depósito.












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