
A fabricante de chips disponibilizou suporte “Day 0” para o modelo de inteligência artificial Qwen 3.8 27B, segundo anunciou a AMD no seu portal oficial. O movimento permite que programadores e profissionais executem esta tecnologia localmente em computadores equipados com os novos processadores Ryzen AI Max+ ou placas gráficas dedicadas, acelerando o desenvolvimento de aplicações em estações de trabalho domésticas e empresariais.
Desempenho e requisitos de memória
A nova geração do modelo foca-se em tarefas de programação, investigação e fluxos de trabalho prolongados. A execução local pode ser realizada diretamente em sistemas com os chips da linha AI Max+ ou através de uma única placa gráfica Radeon AI PRO R9700 de 32 GB.
Por se tratar de uma estrutura densa com 27 mil milhões de parâmetros, o processamento exige hardware com capacidade elevada, demandando cerca de 24 GB de Memória Gráfica Variável (VGM) ou VRAM para funcionar com estabilidade. Em testes preliminares de velocidade, a empresa registou taxas de até 24,5 tokens por segundo no processador AI Max+ 395 e de até 51,8 tokens por segundo na placa gráfica dedicada.

Plataforma Lemonade e integração simplificada
A integração do Qwen 3.8 27B é facilitada pela compatibilidade com ecossistemas de código aberto como o llama.cpp (com suporte a Vulkan) e o LM Studio, que disponibiliza uma interface gráfica para descarregar o modelo.
Para complementar estas ferramentas, a AMD introduziu a plataforma Lemonade, um ambiente dedicado a criadores de software que simplifica a implementação de inteligência artificial em programas locais. A plataforma gere automaticamente a otimização entre o processador (CPU), a unidade gráfica (GPU) e a NPU. A garantia de suporte no próprio dia de lançamento evita a necessidade de esperar por atualizações de terceiros, permitindo construir e validar aplicações no mesmo equipamento em que o modelo é executado.












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