
De acordo com o comunicado oficial da Uber, a tecnológica aliou-se à especialista em aeronaves autónomas Zipline para iniciar entregas rápidas de refeições através do Uber Eats. O projeto arranca ainda este ano na área metropolitana de Dallas-Fort Worth, nos Estados Unidos, com a meta de alcançar um milhão de entregas diárias por este meio até 2029.
Além do acordo operacional, a gigante das viagens partilhadas efetuou um investimento estratégico na Zipline. A empresa sediada na Califórnia opera rotas no estado do Texas desde 2025 e conta já com mais de dois milhões de entregas efetuadas globalmente. A parceria é semelhante ao negócio fechado no ano passado com a Flytrex, que também envolveu um aporte financeiro.
Expansão global e logística híbrida
A Zipline iniciou a sua atividade em 2016 no Ruanda, onde começou por transportar suprimentos médicos em poucos minutos para regiões isoladas. Desde então, estendeu as operações a países como Gana, Japão, Nigéria, Costa do Marfim e Quénia. Agora, com a integração no ecossistema do Uber Eats, os pedidos de comida deverão chegar ao relvado dos clientes em escassos minutos.
A ambição da plataforma passa por construir a maior rede híbrida de distribuição a nível mundial. Este modelo combina estafetas humanos, robôs de passeio e drones, atribuindo automaticamente o método mais eficiente consoante a localização do utilizador.
Concorrência acirrada e novas regras de aviação
A aposta em parceiros externos surge numa altura em que empresas rivais tentam implementar frotas próprias. No mês passado, a DoorDash lançou o programa DoorDash Air após obter a autorização da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). A simplificação das normas governamentais permitiu voos mais longos e económicos, impulsionada por uma diretiva da administração do presidente Donald Trump em 2025.
Com a revisão regulatória em curso, os operadores aceleram acordos com cadeias de supermercados e grandes retalhistas. Análises do setor estimam que o mercado de entregas por ar possa movimentar cerca de 7,7 mil milhões de dólares até 2031.












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