
O serviço de mensagens Telegram apresentou formalmente um pedido junto da ICANN para gerir um domínio de topo próprio, o .gram. A novidade foi revelada por Pavel Durov, fundador da aplicação, através de uma publicação na rede social X. Caso o processo seja aprovado, mais de 1 mil milhão de utilizadores poderão dispor de URLs exclusivas associadas aos respetivos nomes de utilizador no formato nome.gram.
A iniciativa vai muito além de uma simples alteração de endereços. A empresa liderada por Durov pretende alargar o ecossistema da aplicação, integrando um construtor de páginas baseado em inteligência artificial. Através de simples comandos em linguagem natural, os utilizadores poderão publicar sites completos em domínios personalizados, colocando o Telegram na rota da concorrência direta com plataformas consolidadas de alojamento web e gestão de conteúdos.
Motivações técnicas e dependência de registadores
A procura por um domínio de topo autónomo surge na sequência de problemas estruturais registados recentemente. Conforme apurado pelo portal Android Authority, a dependência de infraestruturas externas ficou evidente em julho de 2026, quando os links encurtados com o sufixo t.me ficaram inacessíveis a nível global durante quase um dia inteiro.
Essa interrupção aconteceu após a empresa registradora responsável pelo domínio .me suspender temporariamente o endereço do Telegram. Com uma TLD própria e autónoma, a plataforma pretende eliminar intermediários e mitigar o impacto de eventuais bloqueios governamentais ou instabilidades técnicas em várias regiões do globo.
O rigoroso processo de homologação na ICANN
Apesar da ambição do projeto, a submissão do formulário junto da ICANN não garante uma autorização imediata. O processo regulatório exige o cumprimento de etapas rigorosas, incluindo avaliações técnicas detalhadas e a comprovação de capacidade financeira adequada para gerir a infraestrutura da nova zona de rede.
Além disso, a entidade prevê prazos abertos para a apresentação de objeções formais por parte de terceiros e verificações de conformidade operacional. Só após a conclusão e validação de todas estas fases é que o Telegram receberá luz verde para delegar e administrar o sufixo .gram na internet.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!