1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      

Siga-nos


Playstation logo

A fabricante japonesa aproveitou uma recente atualização das condições de utilização para recordar uma realidade dura aos consumidores: pagar 80 euros por um título na loja digital não garante a sua propriedade. Segundo o novo acordo de licença publicado no site oficial da PlayStation, a empresa concede apenas uma permissão de utilização pessoal, sujeita a regras rigorosas.

O documento enviado aos utilizadores não deixa espaço para grandes interpretações. O jogador adquire uma licença digital descrita como limitada, não exclusiva, não transferível e puramente pessoal.

A diferença entre comprar e licenciar

Na prática, o investimento numa descarga não confere o mesmo estatuto de posse que um disco físico. O novo texto jurídico estipula claramente que "o software é-lhe concedido sob licença, não vendido", restringindo o uso a fins privados e não comerciais.

Esta limitação impede o cliente de transferir, revender, alugar ou sublicenciar a obra. O acesso à biblioteca digital continua sempre dependente da conta ativa na rede da fabricante, das decisões corporativas da Sony e dos servidores fornecidos pelas próprias editoras dos videojogos.

Este debate surge numa altura em que o fim do formato físico gera intensa polémica na comunidade da PlayStation.

Fim das funções online e conteúdos virtuais

As cláusulas do acordo agravam a perceção de fragilidade do formato digital. A empresa reserva o direito de encerrar as funções online de qualquer título que dependa de servidores, prometendo apenas um aviso com antecedência razoável. Caso exista uma campanha para jogador individual, o modo offline poderá continuar acessível, contudo, a marca adverte que até essas componentes sem ligação à internet não estão garantidas e podem mudar ou desaparecer de forma arbitrária.

O mesmo princípio aplica-se a todos os bens virtuais adquiridos. Moedas, armas, veículos, passes de temporada e recompensas não pertencem ao jogador, mesmo quando comprados com dinheiro real dentro do próprio título.

Uma política antiga com nova visibilidade

A ausência de propriedade sobre as bibliotecas digitais não é uma norma inédita. As condições de 2021 já indicavam que a aquisição de conteúdos não implicava a posse do produto. A grande novidade reside na criação de um acordo específico para o software, onde estas restrições são detalhadas de forma muito mais exaustiva e transparente.

Tal como acontece no mercado de computadores há vários anos, o utilizador paga o valor total de uma compra, mas recebe legalmente apenas uma permissão condicional para executar o ficheiro.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?

Não perca nenhuma novidade!

Junte-se a milhares de leitores e receba as últimas notícias de tecnologia, análises e dicas diretamente no seu email.

Nenhum comentário

Seja o primeiro!





Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech