
O mais recente modelo de IA da OpenAI, o GPT-6 Astra, conseguiu completar o clássico videojogo Portal sem qualquer intervenção humana direta. Segundo revelou o programador cozyblaze num vídeo publicado no YouTube, o sistema observou o que acontecia no ecrã e executou todas as ações necessárias para controlar a personagem e disparar a icónica arma de portais até derrotar a vilã GLaDOS. O agente demonstrou a prometida eficiência humana de 96%, mas a experiência revelou-se um processo lento e com uma fatura pesada de 571,18 dólares associada à infraestrutura.
Quase 24 horas para uma hora e meia de jogo
A sessão registou um tempo efetivo de jogo de 1 hora e 53 minutos, um marco notável para uma inteligência artificial num título que exige raciocínio espacial, cálculo de trajetórias e compreensão de físicas e superfícies. No entanto, o processo na vida real demorou quase 24 horas a ser concluído.
O sistema foi configurado para pausar o Portal constantemente, o que permitiu ao GPT-6 Astra analisar as capturas de ecrã, processar as coordenadas fornecidas e decidir de forma lógica o próximo movimento. Na prática, a fluidez do jogo foi substituída por uma lógica por turnos, onde o agente verificava o ambiente em cada sala e tentava corrigir os seus próprios erros antes de avançar.
Mais de 432 milhões de tokens processados
O custo final de 571,18 dólares reflete o investimento necessário para pagar o uso da API e manter o agente generalista a operar continuamente durante um dia. Ao longo de todo o processo, o modelo efetuou 3.336 chamadas a ferramentas e consumiu 432,3 milhões de tokens. Deste valor colossal, a vasta maioria pertenceu às entradas (430,7 milhões), essenciais para alimentar constantemente a máquina com o estado de cada câmara de testes, gerando apenas 1,6 milhões de tokens de saída nas respostas.
O novo sistema de gestão de contexto do Astra foi crucial nesta operação, permitindo à inteligência artificial reter as informações vitais e o progresso da jornada sem sobrecarregar a memória com todo o historial inicial da sessão.
O criador da experiência nota que o modelo teve também uma vantagem adicional: sendo o Portal um jogo lançado em 2007 e amplamente documentado na internet, grande parte das mecânicas e guias de resolução de puzzles já estariam integrados nos dados de treino. Apesar de provar que a operação ainda não é financeiramente rentável e de o sistema ser globalmente menos eficiente do que um jogador humano, a demonstração sublinha a capacidade técnica para delegar objetivos longos e complexos a um agente virtual de forma completamente autónoma.







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