
O uso da tecnologia DLSS 5 em placas gráficas de topo de gama está a ser associado a um aumento drástico no consumo energético, capaz de levar à fusão do conector de alimentação 12V-2x6. De acordo com relatos recolhidos pelo VideoCardz, uma placa gráfica MSI GeForce RTX 5090 Gaming Trio OC ficou inutilizada após a ativação desta funcionalidade, que provocou um pico sustentado de energia muito superior aos limites especificados pela fabricante.
O incidente ocorreu durante testes com o jogo NBA 2K27, o único título atualmente otimizado para o recurso de Neural Rendering do DLSS 5. Ao ativar a tecnologia, o consumo de energia da placa subiu dos habituais 450 W em pleno rendimento para uns impressionantes 613,5 W, ultrapassando o limite máximo de 575 W fixado pela MSI para este modelo. Através de registos na ferramenta GPU-Z, o utilizador afetado demonstrou que a placa operou continuamente acima dos 610 W. Para suprir a exigência energética, o equipamento extraiu o limite máximo de 600 W permitido pelo conector 12V-2x6, recorrendo ainda à própria ranhura PCI-Express da placa-mãe para obter a energia restante.
Sobreaquecimento extremo e danos no conector
Pouco tempo após o início dos testes com a tecnologia da NVIDIA, a placa gráfica deixou de funcionar e o computador começou a emitir um cheiro a queimado. A inspeção ao equipamento revelou que a temperatura do conector subiu ao ponto de derreter a estrutura de plástico do adaptador fornecido pela MSI, fundindo a peça ao conector da própria placa gráfica e danificando vários contactos térmicos.
Este não é o único caso de subida substancial de consumo associado ao Neural Rendering. Outro utilizador relatou um incremento semelhante no jogo Hitman 3, no qual o consumo da GPU aumentou de 435 W para cerca de 520 W ao ativar o DLSS 5. A elevada carga computacional introduzida por este recurso mantém as placas a operar perto dos seus limites elétricos durante períodos prolongados.
Stress computacional expõe fragilidade do padrão 12V-2x6
A fragilidade do conector 12V-2x6 sob cargas elevadas já tinha sido identificada anteriormente na GeForce RTX 5090. Em testes recentes realizados pelo canal Hardware Unboxed numa ASUS ROG Astral RTX 5090, foram registadas temperaturas de até 175 ºC no conector, resultantes de uma distribuição desigual de corrente entre os pinos. Em cenários de desequilíbrio, alguns pinos chegam a transportar até 22 amperes, gerando um sobreaquecimento severo que pode fundir as ligações tanto na placa gráfica como no lado da fonte de alimentação.
Ainda que a ativação do DLSS 5 não signifique que todas as placas vá sofrer danos, o aumento drástico do consumo energético atua como um catalisador para falhas térmicas em sistemas com conectores desgastados ou com má distribuição de corrente. O problema afeta principalmente a GeForce RTX 5090, mas estende-se também a outros modelos que utilizam este conector, como a Sapphire Radeon RX 9070 XT NITRO+.






Seg 7 Set 2026 - 12:57 por Helder lopes