
A tecnologia de renderização neural DLSS 5 da Nvidia tem sido o centro das atenções no mundo dos videojogos para PC, mas a comunidade já encontrou formas de otimizar ainda mais a nova funcionalidade. De acordo com o Tom's Hardware, o programador Marcelo Guibout criou uma modificação que permite transferir a carga de processamento neural para uma segunda placa gráfica, o que resulta num aumento que pode chegar aos 127% na taxa de fotogramas.
A demonstração do projeto, batizado de MGPU Bridge e desenvolvido como um extra para o ReShade, foi feita através de vídeos com os jogos The Blood of Dawnwalker e Cyberpunk 2077. Embora Guibout tenha esclarecido que os vídeos servem apenas como demonstração técnica e não como testes de desempenho oficiais, os ganhos práticos são evidentes. Esta técnica exige que o jogador tenha um segundo monitor ligado à segunda placa gráfica, o que acaba por duplicar a latência de exibição.
Como funciona a divisão de tarefas no MGPU Bridge
O funcionamento deste sistema baseia-se na separação do trabalho gráfico. O jogo é renderizado internamente na primeira placa gráfica. Assim que o fotograma está terminado, a modificação cria um dispositivo D3D12 na segunda GPU, envia o fotograma para lá, e é essa placa secundária que aplica o pós-processamento neural. O resultado final é apresentado diretamente no ecrã associado a essa mesma placa, sem que a informação precise de regressar ao hardware principal.
Guibout explica que, ao mover o processamento para o segundo equipamento, o utilizador consegue manter 86% do ganho de desempenho que se obtém ao baixar o modo de resolução da tecnologia. Como o equipamento principal deixa de ter de lidar com a carga neural, este consegue funcionar a temperaturas consideravelmente mais baixas, tendo sido registada uma redução de 21 graus na demonstração.
Requisitos de hardware e acesso ao projeto
Para o teste principal, foi utilizado um computador equipado com um processador Ryzen 7 7800X3D, 32 GB de memória DDR5 e duas placas gráficas RTX 5060 Ti de 16 GB, ambas a utilizar a ligação PCIe 5,0 x8. No entanto, uma segunda demonstração provou que a modificação também funciona em sistemas menos recentes, utilizando um processador Ryzen 5 5600 e memória DDR4.
O autor alertou que isto não representa um regresso da antiga tecnologia SLI, que dividia a própria renderização dos fotogramas entre equipamentos, lembrando antes a era das placas dedicadas exclusivamente para efeitos PhysX. O código do projeto já se encontra disponível para transferência pública na plataforma GitHub, permitindo que os entusiastas com o hardware adequado testem a configuração.







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