
O navegador da Google acaba de iniciar um novo capítulo no seu ciclo de desenvolvimento. Segundo a informação divulgada pela Google, o Chrome passou oficialmente a adotar lançamentos principais a cada duas semanas, uma estratégia que entra hoje em vigor com a chegada da versão 153 para computadores, Android e iOS.
A alteração visa garantir uma entrega mais rápida de correções de segurança e novas funcionalidades. De acordo com a empresa, a evolução constante das ameaças de segurança no campo da inteligência artificial exige um ritmo de proteção bastante mais acelerado do que o anterior modelo, onde o calendário de novas versões era definido a cada quatro semanas.
Mudança estrutural em resposta ao mercado
Recentemente, o Microsoft Edge também transitou para um modelo idêntico de duas semanas, procurando enviar atualizações mais pequenas e fáceis de manter. Contudo, a nova política do Chrome não é uma adaptação à concorrência, uma vez que a marca revelou a intenção de alterar o calendário em março de 2026, antes mesmo da decisão da Microsoft.
Além das melhorias internas, a versão 153 inclui otimizações focadas em programadores e na usabilidade geral da web. A atualização será instalada de forma automática ao longo do dia, mas os utilizadores têm a possibilidade de forçar a transferência. Para isso, basta aceder ao menu de três pontos junto à barra de endereços, selecionar a opção "Ajuda" e entrar em "Acerca do Google Chrome". Após o término do descarregamento, o navegador pede para ser reiniciado para finalizar o processo.
Ambientes empresariais e versões de teste
Acelerar o ciclo principal não irá prejudicar o setor empresarial nem os utilizadores que precisam de sistemas mais rigorosos. O canal Extended Stable não sofre alterações, continuando a fornecer atualizações principais a cada oito semanas, o que garante a estabilidade necessária sem interromper processos de negócio contínuos.
As rotinas das versões de teste Dev e Canary também se mantêm sem alterações. A empresa assegura ainda que todos os utilizadores vão continuar a receber pequenas atualizações autónomas de segurança sempre que o desenvolvimento identificar falhas urgentes para resolver.







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