
A estação do ano tem um impacto direto na rapidez com que os imóveis são vendidos em Portugal. De acordo com os dados partilhados pelo Imovirtual, os anúncios de apartamentos permaneceram ativos durante uma média de 85 dias na primavera de 2026, o que representa uma redução de 20 dias em comparação com os 105 dias registados no inverno do mesmo ano.
Esta diferença de 20 dias revela um encurtamento face a 2025, ano em que a distância entre as duas estações se fixou nos 29 dias. Apesar desta aproximação temporal, a época do ano mantém-se como um fator de peso no interesse dos consumidores, atuando em conjunto com o preço e as características da habitação.
O impacto da localização e tipologia
Segundo a análise divulgada, o comportamento do mercado varia significativamente consoante a tipologia do imóvel. Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, clarifica que, enquanto os apartamentos ficam indisponíveis de forma mais ágil na primavera, as moradias apresentam diferenças muito mais expressivas a nível regional e ganham particular destaque durante o verão.
O mercado de Bragança ilustra este contraste de forma notória. Nesta região, os anúncios de moradias mantiveram-se ativos por 85 dias no verão, mas atingiram os 209 dias no inverno, resultando numa diferença de 124 dias, um valor superior a quatro meses. Castelo Branco regista um desfasamento de 89 dias entre a estação mais rápida e a mais lenta, seguido por Portalegre e pela Madeira, ambos com uma variação de 79 dias.
Mercados urbanos com maior estabilidade
Nos grandes centros urbanos, a sazonalidade tem um impacto substancialmente menor na venda de apartamentos. Lisboa apresenta uma oscilação de apenas 11 dias entre a época de maior e menor permanência dos anúncios, enquanto no Porto a diferença não ultrapassa os 15 dias. Estas regiões evidenciam uma procura mais constante e imune às flutuações das estações.
O inverno continua a destacar-se por concentrar os maiores tempos de espera na comercialização. Analisando o ano de 2025, os anúncios de apartamentos prolongaram-se até aos 111 dias em janeiro e fevereiro, contrastando de forma aguda com a rapidez de março, que marcou o mínimo mensal de apenas 59 dias. Estes indicadores comprovam que não existe um comportamento temporal uniforme a nível nacional, estando a velocidade de venda sempre dependente da conjugação entre o tipo de casa e a sua localização geográfica.







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