
A OpenAI disponibilizou uma versão do ChatGPT desenvolvida especificamente para bancos e empresas de investimento, trazendo dados de mercado licenciados para dentro da ferramenta. O produto funciona com o modelo GPT-6 Astra e foi criado em colaboração com instituições como o Morgan Stanley e a Evercore.
A plataforma foi concebida para auxiliar o trabalho diário de analistas financeiros em tarefas como avaliações de empresas, modelos de compras alavancadas (LBO), seleção de compradores, análise de resultados e elaboração de apresentações comerciais.
Dados integrados e parcerias de mercado
O diferencial da proposta reside nos acordos diretos com fornecedores de informação de referência, incluindo PitchBook, S&P Capital IQ, LSEG (com acesso à Reuters), MSCI, Moody’s, Dow Jones Factiva, Preqin, Daloopa, Intapp, Datasite e Box. Por se tratar de serviços pagos que o setor financeiro já utiliza, a integração direta elimina o tempo e a burocracia associados ao licenciamento individual para utilização em sistemas de inteligência artificial.
Nos testes do indicador OfficeQA Pro, focado na análise de documentos financeiros, o GPT-6 Astra alcançou 69,9% de precisão, perante os 60,2% do modelo anterior. Apesar da evolução, o resultado demonstra que o sistema ainda comete erros em cerca de três em cada dez análises, uma margem relevante para um setor onde falhas podem afetar modelos de avaliação ou apresentações a clientes.
Segurança empresarial e enquadramento europeu
Ao nível da segurança empresarial, a oferta inclui autenticação única (SSO), controlo de acesso baseado em funções, encriptação em trânsito e em repouso, retenção de dados configurável e barreiras de informação (Chinese walls) para separar dados sensíveis entre equipas e espaços de trabalho.
No entanto, o anúncio não detalha o enquadramento do serviço na regulamentação da União Europeia, omitindo referências à localização geográfica dos dados ou ao cumprimento do Regulamento de Resiliência Operacional Digital (DORA), em vigor desde janeiro de 2025. O DORA impõe exigências estritas sobre contratos com prestadores de tecnologia, auditorias e testes de resiliência, aspetos que as instituições europeias terão de acautelar no processo de adoção da ferramenta.







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