
O estúdio Polyarc, reconhecido pelo desenvolvimento dos jogos de realidade virtual Moss e Moss: Book II, anunciou o fim da sua atividade. Segundo uma publicação partilhada no perfil do LinkedIn da empresa, o encerramento deixa pelo menos 29 trabalhadores em busca de novas oportunidades profissionais, após uma trajetória de quase 12 anos na indústria dos videojogos.
A mensagem partilhada pelo estúdio destaca que o trabalho da equipa está agora terminado. O comunicado descreve o percurso de mais de uma década como uma montanha-russa de emoções na criação de jogos, sublinhando que foi um privilégio levar surpresa e satisfação a todos os que experimentaram as obras do estúdio ao longo dos anos.
O sucesso na realidade virtual
A série Moss destacou-se no mercado de realidade virtual ao fundir elementos de ação e aventura tradicionais com um sistema de câmara peculiar. Os jogadores podiam observar níveis em formato de diorama enquanto controlavam Quill, a figura principal do jogo.
Estes títulos tornaram-se presenças constantes nas bibliotecas de diversas plataformas. O primeiro jogo foi lançado inicialmente no PlayStation VR e, mais tarde, surgiu como um título de lançamento no Oculus Quest. A sequela, Moss: Book II, chegou também ao Quest, SteamVR, Pico e PlayStation VR. A empresa chegou ainda a desenvolver Glassbreakers, um jogo de estratégia multijogador que figurou entre os raros títulos de realidade virtual disponíveis no Apple Vision Pro.
Mudanças no mercado
Em maio de 2026, a equipa tentou expandir o seu público com o lançamento de Moss: The Forgotten Relic. Esta versão agrupou a série num único jogo e adaptou a jogabilidade para dispensar o uso de óculos de realidade virtual. Apesar da iniciativa, o desempenho comercial aparente não terá sido suficiente para garantir a viabilidade financeira do estúdio.
O encerramento reflete desafios mais amplos no ecossistema de realidade virtual. Com empresas como a Meta a desviar o seu foco para produtos de inteligência artificial no início do ano e a fechar alguns dos seus próprios estúdios, o financiamento de novos projetos de realidade virtual tornou-se consideravelmente mais complexo.
Apesar do encerramento das operações, o catálogo de jogos da empresa permanece disponível para compra nas respetivas lojas digitais.







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