
Uma vulnerabilidade num equipamento de VPN ligado à rede da Agência Digital do Japão permitiu o acesso não autorizado a um sistema governamental, expondo potencialmente cerca de 246.000 linhas de registos com informações pessoais. O incidente afetou trabalhadores do Estado, oficiais públicos e entidades parceiras que utilizam a plataforma Government Solution Service (GSS).
Origem do acesso não autorizado e resposta imediata
A investigação começou a 25 de junho, após a deteção de um volume invulgar de acessos a ficheiros a partir da conta de um elemento da equipa de manutenção e operações. A 9 de julho, os peritos confirmaram que um terceiro explorou uma falha de segurança num dispositivo de rede para invadir a infraestrutura.
No próprio dia da confirmação, a agência suspendeu a conta comprometida e cortou as comunicações do equipamento com o exterior para travar novos acessos. As autoridades esclareceram que a falha explorada tinha uma classificação de gravidade média e não se tratava de uma vulnerabilidade de dia zero.
Detalhes das informações comprometidas
A análise detalhada revelou a exposição potencial de vários tipos de dados pessoais. Entre a informação afetada encontram-se:
236.000 nomes;
231.000 endereços de e-mail;
94.000 números de telefone;
1.000 moradas físicas.
O organismo sublinhou que a situação não afetou dados do público em geral. Informações sensíveis como os números de identificação "My Number", dados bancários ou registos de pensões mantiveram-se protegidos.
Ausência de impacto nos serviços públicos
Apesar de não existirem indícios de utilização ilícita das informações expostas, a entidade emitiu um aviso de prevenção contra tentativas de falsificação de identidade e phishing. Foi pedido aos visados que evitem abrir ligações ou anexos em mensagens não solicitadas, lembrando também que a agência nunca solicita palavras-passe ou dados bancários por correio eletrónico ou telefone.
A notificação à Comissão de Proteção de Informação Pessoal do Japão ocorreu a 15 de julho. Os atrasos na divulgação pública foram justificados pela complexidade no rastreio da intrusão e identificação dos visados, que estão a ser contactados diretamente através de uma linha de apoio dedicada. O ataque ficou limitado ao sistema afetado, sem comprometer a disponibilidade dos restantes serviços estatais.







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