
A proteção de conteúdos contra a recolha para inteligência artificial ganhou uma nova solução que preserva o tráfego dos sites. Segundo a Cloudflare, a nova definição de bloqueio impede o uso de dados para treino de modelos, mas continua a autorizar a indexação por parte dos principais robôs de pesquisa.
Esta atualização reflete uma alteração aos planos iniciais. Até 15 de setembro, a plataforma determinava que os sites que optassem por bloquear a inteligência artificial teriam também de fechar portas aos rastreadores mistos, que realizam tanto a indexação para resultados como a recolha para alimentar algoritmos. Com a mais recente opção, é introduzida uma diretriz específica no ficheiro robots.txt que impede a extração para treino, mantendo a visibilidade tradicional ativa. Quem escolher a opção de bloqueio total continuará a barrar as plataformas por completo.
Robôs classificados como responsáveis
Para que os rastreadores mistos mantenham as suas capacidades de leitura, a plataforma exige que sejam rotulados como responsáveis. Esta designação resulta de negociações iniciadas em julho e obriga os operadores a cumprir quatro exigências centrais: disponibilizar formas de exclusão para treino e para resumos gerados, garantir transparência sobre as páginas utilizadas, e assegurar que a recusa não afeta a classificação nos resultados normais.
As empresas com rastreadores de IA dedicados, como a Amazon, a Anthropic, a Meta e a OpenAI, também recebem a classificação de responsáveis. Dado que mantêm sistemas de pesquisa e treino separados, as ferramentas focadas em modelação ficam impedidas de atuar sob a nova definição, enquanto as versões de indexação continuam o seu trabalho sem limitações.
Implementação nas plataformas de pesquisa
A aplicação prática da medida varia consoante o operador. No ecossistema da Google, o bloqueio entra em vigor através da regra Google-Extended, que deixa os conteúdos de fora da modelação do Gemini sem prejudicar a presença normal nos motores de busca. Na Apple, o processo atua de forma semelhante através do Applebot-Extended.
A Microsoft encontra-se numa fase diferente. A nova restrição ainda não abrange o Bing, visto que o motor de busca necessita de adicionar o suporte correspondente no robots.txt, uma atualização que tem previsão de chegada apenas para o início de 2027. Por enquanto, a exclusão nestes serviços depende da utilização da etiqueta de recusa de arquivo.
Ao longo dos próximos tempos, são ainda esperadas novas ferramentas de transparência que permitirão um controlo mais direto sobre a proporção de conteúdo apresentada em resumos gerados artificialmente.







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