
A Capcom revelou os planos para a próxima fase do seu motor gráfico, agora designado REX (RE neXt ENGINE), que será profundamente integrado com inteligência artificial. Anunciada durante a CAPCOM Open Conference RE:2026, a evolução da plataforma procura melhorar o desempenho, simplificar ferramentas internas e preparar a estrutura para que programadores e IA trabalhem na mesma base, segundo os detalhes partilhados pelo gamebiz.
A empresa faz questão de sublinhar que o objetivo não é utilizar a inteligência artificial generativa para criar videojogos do zero. Em vez disso, a Capcom define o REX como um "motor para a geração de IA", desenhado com uma arquitetura onde os sistemas automatizados conseguem interpretar código, colaborar com as equipas, automatizar tarefas e intervir na programação e deteção de erros.
Modernização sem começar do zero
O RE ENGINE original começou a ser desenvolvido em 2014 e estreou-se no mercado em 2017 com o jogo Resident Evil 7. Hoje, é a espinha dorsal tecnológica da produtora, utilizado em mais de 27 títulos e operado por mais de 2.000 programadores. No entanto, o volume cada vez maior de dados nos videojogos modernos significa que pequenas alterações causam agora longos tempos de espera no desenvolvimento. Além disso, a diversidade internacional das equipas exigia ferramentas mais simples e uniformes.
Para evitar a criação de uma base totalmente nova, a transição para o modelo REX será feita através da integração progressiva de tecnologias sob o mesmo guarda-chuva. O pacote inclui o RE:Dox para unificar e acelerar o processamento de dados, o RE:UI focado em ferramentas mais leves, e o RE:Log para reorganizar os registos de comunicação. A estes juntam-se o RE:Flows, que permite aos designers construir mecânicas através de elementos visuais posteriormente convertidos em código, e o RE:Runtime, focado na gestão de memória e no processamento de grandes quantidades de elementos em simultâneo.
Testes autónomos e código aberto
A adoção de estruturas de programação padrão da indústria é um dos focos centrais desta renovação. Esta uniformização facilita a adaptação de novos profissionais e torna o código consideravelmente mais fácil de interpretar pelos sistemas de IA.
A longo prazo, a intenção é que a inteligência artificial consiga compreender o funcionamento interno do motor para gerar código e realizar sessões de teste de forma autónoma, localizando comportamentos inesperados. Como parte desta estratégia de expansão tecnológica, soluções como o RE:Dox e o RE:Log serão abertas ao exterior com o intuito de serem utilizadas no treino de modelos de inteligência artificial de terceiros.







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