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Robot a ser usado como inteligência artificial

Numa reviravolta que contraria as expectativas da indústria e dos próprios profissionais, um estudo recente da organização sem fins lucrativos METR sugere que a utilização de ferramentas de inteligência artificial pode, na verdade, fazer com que programadores experientes percam tempo em vez de o ganharem.

O estudo que baralhou as contas da produtividade

Realizada no início de 2025, a pesquisa envolveu 16 programadores com um mínimo de cinco anos de experiência em projetos de código aberto. A estes profissionais foi pedido que completassem um total de 246 tarefas reais em repositórios de código com os quais já colaboravam regularmente.

Para o teste, os participantes foram divididos em dois grupos: um com acesso a ferramentas avançadas de IA, como o Cursor Pro, e um grupo de controlo sem qualquer assistência de inteligência artificial. As tarefas foram distribuídas de forma aleatória entre os dois.

A curiosa diferença entre a perceção e a realidade

Antes de iniciarem o trabalho, os programadores do grupo com acesso a IA foram questionados sobre quanto tempo esperavam poupar. A resposta média apontava para uma otimista redução de 24% no tempo necessário para completar as tarefas.

Contudo, os resultados finais contaram uma história bem diferente. O grupo que utilizou ferramentas de IA demorou, em média, mais 19% de tempo a concluir as tarefas do que o grupo que trabalhou sem elas. O mais surpreendente? Após o teste, e sem conhecerem os dados, os participantes do grupo de IA ainda acreditavam ter sido 20% mais rápidos, uma perceção completamente desalinhada com a realidade cronometrada.

Porque é que a inteligência artificial atrapalhou?

Para compreender o que falhou, os investigadores da METR gravaram os ecrãs dos participantes durante a execução das tarefas. A análise revelou alguns obstáculos claros. Os programadores perdiam um tempo considerável a escrever os prompts para a IA, a aguardar pelo processamento dos pedidos e, crucialmente, a rever e corrigir o código gerado, que nem sempre era o ideal.

O estudo, sobre o qual o TechCrunch também escreveu, destaca que a inteligência artificial ainda demonstra dificuldades em lidar com bases de código muito grandes e complexas, como as utilizadas no teste, exigindo um esforço adicional de supervisão e correção por parte dos humanos.

Calma, não deite já fora o seu assistente de IA

Apesar dos resultados, os próprios autores do estudo pedem cautela antes de se tirarem conclusões definitivas, reconhecendo as limitações da sua pesquisa. O número de participantes é reduzido e, embora a maioria já utilizasse LLMs no seu dia a dia, menos de 60% tinha experiência prévia com a ferramenta específica usada no teste, o Cursor.

Os investigadores também fazem questão de notar que outros estudos na área já indicaram que as ferramentas de IA podem, de facto, acelerar significativamente o trabalho de engenheiros de software.

Como comenta o Decoder, talvez o grande ganho de produtividade com a inteligência artificial não esteja em otimizar projetos complexos e já estabelecidos, mas sim na criação de novos empreendimentos ou em cenários que exijam prototipagem rápida. Nestas situações, as ferramentas podem realmente dar o "pontapé de saída" necessário para começar um projeto do zero.

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