
A Meta anunciou um acordo de peso com a AMD para a aquisição de até seis gigawatts em chips focados em inteligência artificial. Esta parceria estratégica não se limita apenas à compra de hardware, estando estruturada de forma a permitir que a dona do Facebook e Instagram receba até 160 milhões de ações ordinárias da fabricante de semicondutores. Se todas as metas de envio forem cumpridas, a empresa de Mark Zuckerberg poderá vir a deter até 10% do capital da parceira tecnológica.
Reforço na infraestrutura de processamento
Os planos da empresa envolvem a compra de unidades de processamento gráfico (GPUs) da linha Instinct, baseadas na arquitetura MI450, que serão otimizadas especificamente para as cargas de trabalho das suas plataformas. A implementação do primeiro gigawatt está prevista para arrancar na segunda metade de 2026.
Além das GPUs, a parceria estende-se aos processadores centrais (CPUs). A tecnológica prevê implementar milhões de unidades EPYC e assumir o papel de cliente de lançamento para a sexta geração destes componentes. A entrega das ações está desenhada de forma faseada: o primeiro lote será desbloqueado com o envio do primeiro gigawatt de componentes, prosseguindo à medida que a infraestrutura escala até ao limite acordado de seis gigawatts. Esta atribuição de ações depende também de certos limites no preço dos títulos e do cumprimento de objetivos técnicos e comerciais específicos.
A fuga à dependência de terceiros no mercado de IA
Este modelo de negócio partilha bastantes semelhanças com o acordo estabelecido entre a mesma fabricante e a OpenAI no ano passado, que também envolvia a cedência de uma participação de 10% em troca de seis gigawatts de GPUs Instinct.
Especialistas do mercado comparam estes modelos a transações circulares, criando uma teia de dependências entre quem desenvolve a inteligência artificial e quem fabrica os componentes. Alguns analistas alertam que estas estruturas podem ampliar os prejuízos caso a procura por soluções de IA não acompanhe as elevadas expectativas atuais do mercado.
Ainda assim, a principal motivação parece ser a diversificação de fornecedores, procurando alternativas de peso à concorrência dominante da NVIDIA no setor de hardware. Ao justificar a decisão, a empresa referiu que a diversificação de parcerias e da sua base tecnológica permite construir uma infraestrutura mais flexível e resiliente, conforme detalhado no comunicado oficial da Meta.












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