
Linus Torvalds anunciou esta segunda-feira a chegada da primeira versão Release Candidate do Linux 7.0. O lançamento ocorre apenas duas semanas após a oficialização da série anterior e da estreia da versão 6.19, marcando o início de um novo ciclo de desenvolvimento para o kernel.
Rust deixa de ser experimental e ganha estabilidade
O grande destaque desta nova edição é a maturidade da linguagem Rust, que passa agora a estar disponível de forma estável e já não como uma funcionalidade experimental. Criada pela Mozilla, esta linguagem de programação tem como principal objetivo aumentar a eficiência na gestão de memória, reduzindo a probabilidade de erros e vulnerabilidades de segurança que afetam frequentemente o núcleo do sistema operativo.
Para além da estabilidade do Rust, esta versão introduz melhorias técnicas significativas. Entre elas, destaca-se o novo suporte para cargas atómicas de 64 bytes em processadores Arm, bem como otimizações de entrada e saída (I/O) para o sistema de ficheiros Btrfs e suporte para entradas SQ não circulares.
Segurança pós-quântica e ferramentas de "autocura"
O Linux 7.0 foca-se também na resiliência e na preparação para as ameaças digitais modernas. O sistema de ficheiros XFS ganha agora compatibilidade com uma função de "autocura" autónoma, permitindo que o sistema detete e corrija falhas de forma independente. No campo da segurança, o sistema passa a suportar assinaturas pós-quânticas ML-DSA e introduz o controlo de acesso a tokens BPF para SELinux.
Os utilizadores e programadores interessados em testar as novidades já podem descarregar esta primeira versão Release Candidate diretamente na árvore Git oficial de Linus Torvalds. A expectativa é que a versão final e estável do kernel seja lançada oficialmente em abril de 2026, embora a data exata dependa do número de versões de teste que venham a ser necessárias até lá.












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