
A Xiaomi confirmou oficialmente a data de lançamento global do seu novo relógio inteligente, o Xiaomi Watch 5, para o dia 28 de fevereiro de 2026. O anúncio será o ponto alto do evento "The New Wave of Imagery", que serve como antevisão para o MWC de 2026. Esta apresentação marca um passo estratégico importante para a marca, que decidiu adotar o sistema Wear OS da Google nos mercados internacionais, deixando de lado a interface utilizada anteriormente na China.
O novo acessório será apresentado juntamente com a linha de telemóveis Xiaomi 17 e os novos tablets Pad 8. Ao contrário da versão disponível no mercado chinês, o modelo global terá integração total com a Google Play Store, Google Maps e suporte para o assistente de inteligência artificial Gemini AI, o que o torna um concorrente de peso para o Galaxy Watch 8 e o Pixel Watch 4.
Google e Wear OS ao serviço do utilizador
A transição para o ecossistema da Google permite que o Xiaomi Watch 5 deixe de ser apenas um acessório passivo e se transforme num centro de inteligência no pulso do utilizador. Com o suporte para pagamentos através da Google Wallet e a possibilidade de instalar diversas aplicações de terceiros, a fabricante chinesa procura cativar os utilizadores Android que exigem uma experiência mais completa e integrada.
O suporte para a Gemini AI é outro dos pontos fortes, permitindo interações mais naturais e ajuda contextual em tempo real. Esta mudança de software é acompanhada por melhorias significativas na eficiência, procurando mitigar o consumo de energia que historicamente afeta os relógios com sistema da Google.
Potência e autonomia com sensores avançados
No interior deste dispositivo encontramos o processador Snapdragon W5 Gen 1 da Qualcomm, apoiado pelo coprocessador BES2800. O ecrã AMOLED de 1,54 polegadas oferece uma resolução elevada para garantir boa visibilidade em qualquer ambiente. Para garantir que o relógio não desliga a meio do dia, a empresa incluiu uma bateria massiva de 930 mAh, uma das maiores capacidades do segmento, focando-se em oferecer uma autonomia superior à concorrência direta.
No campo da saúde e inovação, o relógio conta com sensores de ECG, monitorização cardíaca e de oxigenação sanguínea (SpO2). Contudo, a grande novidade tecnológica é o sensor de eletromiografia (EMG), capaz de detetar sinais elétricos nos músculos da mão para permitir o controlo do dispositivo através de gestos simples. Segundo as informações partilhadas pela Xiaomi no seu portal oficial, o equipamento deverá chegar à Europa com um preço sugerido de 329 euros, ficando disponível logo após a conferência em Barcelona.












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