
A OpenAI chegou a um acordo oficial com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para a implementação dos seus modelos de linguagem nas redes da agência governamental. A confirmação foi dada pelo líder da empresa, Sam Altman. De acordo com o executivo, este entendimento respeita dois dos princípios de segurança mais importantes da empresa, nomeadamente a proibição de vigilância em massa a nível interno e a obrigatoriedade de intervenção humana no uso de força bélica, o que exclui a aplicação da tecnologia em sistemas de armas totalmente autónomos. Altman garantiu que o agora designado Departamento de Guerra aceitou honrar estas condições nos seus contratos.
O contraste com a posição da concorrência
Este acordo surge num momento de tensão entre o governo de Donald Trump e as empresas do setor tecnológico. A administração norte-americana ordenou a suspensão do uso do Claude e de todos os serviços da Anthropic pelas agências federais. O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, ameaçou classificar a empresa como um risco para a cadeia de abastecimento caso esta continuasse a recusar a remoção das barreiras de segurança dos seus modelos, que impedem o uso da tecnologia para vigilância de cidadãos e armamento autónomo. A criadora do Claude manteve a sua posição num comunicado recente, recusando ceder à intimidação e prometendo contestar qualquer sanção em tribunal.
O motivo pelo qual o governo aceitou as condições da OpenAI quando estas parecem semelhantes às exigências recusadas por outras entidades foi esclarecido por Jeremy Lewin, responsável oficial pela assistência externa e assuntos humanitários. O executivo indicou que os contratos da agência incluem mecanismos de segurança mutuamente acordados que respeitam a legalidade em vigor. Tanto a criadora do ChatGPT como a xAI, que já tinha fechado um acordo para integrar o Grok em sistemas classificados, aceitaram estes termos de compromisso que outras rivais rejeitaram de imediato.
Salvaguardas técnicas e a parceria na nuvem
Para garantir que os modelos operam estritamente dentro dos limites estabelecidos, serão implementadas salvaguardas técnicas adicionais. A empresa responsável vai enviar engenheiros para trabalhar lado a lado com a agência e assegurar a segurança de toda a infraestrutura militar. A implementação será feita exclusivamente em redes na nuvem, um detalhe técnico relevante, dado que o governo utiliza extensamente os serviços da Amazon.
Esta infraestrutura representa agora uma possibilidade real e imediata para a inteligência artificial da empresa. O anúncio de uma nova parceria estratégica para correr os seus modelos na plataforma AWS para clientes empresariais coincide com este movimento governamental, segundo a informação partilhada por Sam Altman no X.












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