
Resident Evil é considerada a saga de videojogos de survival horror mais icónica do mercado e, para celebrar o seu 30º aniversário neste ano de 2026, foi lançado o novo Resident Evil Requiem. Sendo o nono título principal da franquia, o jogo consegue misturar de forma magistral a tensão na primeira pessoa ao controlar Grace, com a ação pura na terceira pessoa quando assumimos o papel de Leon.
Embora o jogo tenha acabado de chegar ao mercado sem suporte nativo para os computadores da Apple, a potência bruta do processador M4 Max já provou ser capaz de executar o título com um nível de fluidez surpreendente.
Desempenho surpreendente na cidade inicial
A franquia tem evoluído desde o clássico de 1996, e o novo título já regista pontuações muito elevadas no Metacritic, rondando os 88 a 92 pontos no PC e consolas. Para os utilizadores do sistema macOS que não querem ficar de fora, a solução passa pela camada de compatibilidade CrossOver, que permite correr jogos desenhados para DirectX 12 diretamente na arquitetura Metal.
Um utilizador demonstrou que é possível alcançar cerca de 90 FPS (mais concretamente 88,34 FPS) logo na zona inicial da cidade, que é considerada uma das partes mais exigentes do jogo em termos gráficos, face aos cenários fechados e interiores que surgem mais à frente na aventura. O teste foi realizado num portátil de 14 polegadas equipado com o chip M4 Max e 36 GB de memória unificada, utilizando o CrossOver 26 Preview com a versão da loja Steam. A resolução rondava os 1800 x 1169 píxeis, com os detalhes gráficos ajustados para o nível alto.
O segredo por trás da fluidez
Apesar do excelente resultado, há um truque por trás desta proeza técnica. Para manter a taxa de fotogramas na casa dos 90 FPS, foi necessário ativar o upscaling FSR 3 no modo balanceado, em conjunto com a tecnologia de geração de fotogramas da AMD. Sem esta geração artificial de fotogramas, o desempenho estabiliza entre os 50 e 55 FPS na mesma cena, o que continua a ser um valor bastante positivo para um jogo a correr através de uma camada de tradução de código.
O desempenho estável reflete também a excelente otimização de Resident Evil Requiem, que corre sem problemas em consolas portáteis como a Nintendo Switch 2 ou a Steam Deck, onde é possível atingir os 60 FPS, apesar de ser recomendado o limite de 40 FPS. Embora a solução exija alguns compromissos, como ligeiras quebras de rendimento durante as cinemáticas ou pequenos artefactos na iluminação, abre portas para explorar grandes lançamentos no ecossistema macOS, conforme detalhado na publicação original no Reddit.












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