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A biblioteca sombra Anna's Archive perdeu nas últimas horas o seu domínio .li, restando agora apenas uma morada online ativa. Ao contrário do que acontece numa suspensão habitual, o registo do nome de domínio foi completamente apagado, num momento em que a plataforma enfrenta uma batalha legal sem precedentes.

O cerco aperta após a cópia de conteúdos

A ofensiva contra a plataforma intensificou-se nas últimas semanas, culminando num processo judicial de grande escala movido por várias editoras discográficas e pelo Spotify. A ação legal surgiu como resposta direta ao anúncio do Anna's Archive de que teria feito uma cópia de segurança de todo o catálogo da plataforma de streaming, com a intenção de libertar gradualmente os dados e os próprios ficheiros de música para o público.

Para travar esta partilha, a indústria musical obteve uma providência cautelar nos Estados Unidos que visava os responsáveis pelo registo de domínios. Esta medida resultou rapidamente na suspensão do endereço .org e de outros associados ao projeto. No entanto, como nem todas as entidades internacionais cumprem ordens de tribunais norte-americanos, o domínio .li tinha conseguido sobreviver. O cenário mudou agora, com a eliminação total da entrada no sistema.

A ligação suíça e o único domínio sobrevivente

Com a queda do endereço .li, o Anna's Archive está agora reduzido a um único domínio sediado na Gronelândia (annas-archive.gl), que tinha sido adicionado no mês passado após a perda da terminação .pm. Se o padrão das últimas semanas se mantiver, é provável que a equipa ative um novo endereço de recurso muito em breve para garantir a sua presença na internet.

Ainda não é totalmente claro quem executou a eliminação do domínio, conforme detalha o TorrentFreak. O registo inicial foi feito através da Immaterialism Limited, uma empresa ligada ao serviço de privacidade Njalla, que também é responsável pelo domínio .gl que continua online. Por este motivo, parece pouco provável que a ação tenha partido diretamente desta entidade.

As suspeitas recaem assim sobre a Switch Foundation, a entidade sediada na Suíça responsável pela gestão global destes domínios. Embora a fundação tenha afirmado no início do ano que as ordens judiciais estrangeiras não se aplicam automaticamente às suas operações, a situação pode ter evoluído. A IFPI, o grupo comercial global da indústria musical conhecido pelas suas fortes campanhas antipirataria, tem a sua sede legal precisamente na Suíça, o que pode ter facilitado uma intervenção direta à luz das leis locais para forçar o bloqueio.

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