
A Oura anunciou a aquisição da Doublepoint, uma startup focada no desenvolvimento de tecnologia que permite aos utilizadores controlarem os seus dispositivos através de movimentos simples e naturais. A integração desta tecnologia baseia-se numa combinação de dados biométricos e de IA, embora os valores financeiros do negócio não tenham sido revelados.
O futuro da interação passa pelos movimentos
A compra da empresa, que tem sede em Helsínquia, abre caminho para que a fabricante introduza controlos por gestos de forma nativa nos seus famosos anéis inteligentes. A tecnologia desenvolvida pela Doublepoint foi desenhada para ajudar os equipamentos a interpretar pequenos movimentos das mãos, garantindo que as interações com diferentes interfaces pareçam mais rápidas e fluidas.
A Oura acredita que a próxima geração das suas experiências tecnológicas será alimentada por uma fusão entre comandos de voz e gestos. Ao cruzar esta inovação com a capacidade de leitura contínua de dados que os anéis já possuem, o objetivo é criar novas funcionalidades silenciosas e úteis, desenhadas para funcionar em segundo plano e facilitar as rotinas diárias dos utilizadores. A equipa da startup, que engloba os seus quatro fundadores, vai agora ter um papel vital na criação das experiências que ditarão o futuro da marca.
Expansão de receitas e um setor em alta
Este movimento estratégico surge numa altura em que tanto a empresa como o mercado global de anéis inteligentes atravessam uma fase de enorme crescimento. De acordo com a IDC, os envios destes produtos dispararam cerca de 51% em 2025, um segmento onde a Oura continua a assumir a liderança.
No outono passado, a marca de saúde e bem-estar alcançou uma avaliação a rondar os 11 mil milhões de dólares. O percurso de vendas também reflete este sucesso, com 5,5 milhões de anéis comercializados até ao momento, um salto notável face aos 2,5 milhões reportados em junho de 2024. Com o atual ritmo, a fabricante prevê que as suas vendas superem a barreira dos 1,5 mil milhões de dólares durante o ano de 2026.
Tom Hale, o diretor executivo da Oura, destacou que as aquisições estratégicas são uma peça fundamental para acelerar o ritmo de crescimento e aumentar as potencialidades da plataforma. A chegada da nova equipa reforça também o compromisso de manter a aposta na Finlândia, ao mesmo tempo que permite desenhar produtos mais focados no lado humano e intuitivo, tal como foi detalhado no blogue oficial da Oura.
Esta operação representa a quarta compra da Oura. Anteriormente, a tecnológica já tinha investido na aquisição de outras promessas do setor, como a startup de saúde metabólica Veri, a plataforma de monitorização Sparta Science e a empresa de identidade digital Proxy.












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