
O Centro Nacional de Investigação Nuclear da Polónia (NCBJ) anunciou que conseguiu neutralizar com sucesso uma tentativa de intrusão informática contra a sua infraestrutura tecnológica. O ataque foi travado antes de comprometer a integridade dos sistemas ou afetar o funcionamento do único reator nuclear de investigação do país.
De acordo com o comunicado oficial emitido pelo Centro Nacional de Investigação Nuclear da Polónia, os mecanismos de defesa internos permitiram detetar a ameaça numa fase precoce. Esta ação permitiu que as equipas técnicas agissem rapidamente para proteger a sua rede interna e isolar os sistemas visados pelos atacantes. A instituição sublinhou que a integridade dos dados e a segurança operacional não foram afetadas por este incidente, graças à prontidão da resposta das equipas de TI.
Reator MARIA mantém operação em segurança
O diretor do instituto, o professor Jakub Kupecki, garantiu que o incidente de cibersegurança não teve qualquer influência no reator MARIA. Este equipamento, que é o único reator nuclear em solo polaco, continua a operar com toda a segurança e na sua potência máxima. É importante notar que esta unidade é utilizada exclusivamente para fins científicos, como a investigação de neutrões e a produção de isótopos médicos, não sendo utilizada para a produção de eletricidade.
A eficácia da resposta deveu-se à aplicação rigorosa de procedimentos internos e à monitorização constante dos sistemas de proteção. Após a deteção do movimento suspeito, as autoridades competentes do país foram informadas e foi aberta uma investigação detalhada para apurar a origem e a extensão da tentativa de ataque.
Investigação aponta para possíveis atores internacionais
Embora a organização não tenha atribuído formalmente a responsabilidade a um grupo específico, informações partilhadas pela Reuters indicam que os investigadores polacos encontraram indicadores que podem ligar o ataque ao Irão. No entanto, as equipas de investigação mantêm uma postura de cautela, admitindo que estes sinais podem ser "bandeiras falsas" plantadas deliberadamente para enganar as autoridades. No início do mês, o Ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, já tinha clarificado que a Polónia não participa no conflito em curso no Médio Oriente.
Este evento ocorre num momento de particular vigilância para as infraestruturas polacas. Em janeiro deste ano, a rede elétrica do país, incluindo centrais eólicas e solares, foi alvo do grupo russo APT44, também conhecido como Sandworm. Um relatório recente colocou a Polónia como um dos principais alvos de ciberataques russos, registando dezenas de incidentes confirmados nos últimos meses. Perante este cenário, as equipas de segurança do instituto permanecem em alerta máximo.












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