
A tecnologia de escalonamento da empresa norte-americana tem sido um marco nos videojogos, mas a mais recente iteração não está a convencer todos os estúdios. Fredrik Lönn, diretor de tecnologia do jogo Samson: A Tyndalston Story, revelou os motivos pelos quais a equipa rejeitou a implementação desta novidade, apontando os requisitos exigentes e a ausência de suporte nas consolas como obstáculos, segundo os detalhes avançados pelo Wccftech.
O peso do hardware e a exclusividade no PC
Embora as versões anteriores tenham conquistado a comunidade ao melhorar o desempenho sem comprometer a qualidade, o salto atual gerou controvérsia. O problema central reside no equipamento necessário para correr a tecnologia. Tal como demonstrado pela NVIDIA nas suas apresentações, a funcionalidade exigia duas placas gráficas RTX 5090, o que se traduz num investimento entre os 7500 e os 8000 euros apenas nestes componentes.
A fabricante indicou a intenção de otimizar o sistema para funcionar com apenas uma placa, mas, com os preços a rondar os 3500 a 4000 euros nas lojas, a barreira de entrada continua a ser inacessível para a esmagadora maioria dos consumidores. Lönn sublinha que, pensando nos videojogos como produtos comerciais, os clientes não possuem este tipo de equipamento. Além disso, a ferramenta é, por agora, um exclusivo para computadores, deixando de fora as consolas e dificultando a vida aos programadores que procuram um lançamento multiplataforma integrado.
A integridade visual e a receção dos jogadores
Para além das limitações técnicas, existe uma preocupação artística fundamental. A equipa de produção de Samson encarregou-se de modelar, texturizar e animar as personagens com um elevado nível de detalhe. A perspetiva do estúdio é que a aplicação destes filtros de inteligência artificial acaba por desvirtuar o design original da obra.
A receção por parte do público também não tem sido a mais calorosa. Os jogadores têm expressado o seu desagrado em relação ao uso de filtros gerados por inteligência artificial, resultando numa onda de reações negativas aos vídeos de demonstração do DLSS. O diretor de tecnologia conclui que, até que a solução seja compatível com placas gráficas mais acessíveis e consolas, a sua adoção não justifica o esforço, avisando ainda que o lançamento de um jogo com esta exclusividade para o PC atrairia fortes críticas na internet.












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